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Agronomia
Avanços na área, como o surgimento dos transgênicos, aquecem o mercado para o engenheiro agrônomo.
O engenheiro agrônomo é o profissional responsável pelo planejamento, organização, administração e gerenciamento da produção vegetal e animal. E deve cumprir essas tarefas sem perder de vista o conceito de sustentabilidade das atividades no campo.
Oportunidades no mercado de trabalho não faltam. No Estado de São Paulo, destacam-se as culturas de cana-de-açúcar, soja, milho e café, além da fruticultura. Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, o agronegócio é uma atividade em expansão. Há demanda por profissionais capazes de reduzir custos e elevar a qualidade dos produtos.
O engenheiro agrônomo pode atuar em áreas como irrigação, topografia, fitotecnia, zootecnia, defesa sanitária vegetal, alimentos, nutrição animal, piscicultura e extensão rural.
Melhorar a rentabilidade das propriedades rurais e, por conseqüência, criar condições para a geração de empregos e a permanência do homem no campo são, também, algumas das funções do agrônomo.
Biotecnologia
Descobertas científicas na área multiplicam as opções de trabalho para o biotecnólogo.
A cura de doenças hereditárias, do câncer e da Aids, a produção de novos medicamentos mais eficazes e baratos, a fabricação de vacinas, a criação em laboratório de órgãos para transplante, o controle de pragas agrícolas sem comprometimento do meio ambiente, o aumento da produção de alimentos e, quem sabe, até a “ressuscitação”, um dia, de animais extintos. Estas são apenas algumas das possibilidades abertas com a descoberta da estrutura do DNA (ácido desoxirribonucléico), a chamada molécula da vida, em 28 de fevereiro de 1953, pelo físico britânico Francis Crick e pelo biólogo norte-americano James Watson. O achado inaugurou a era da biologia molecular que, por sua vez, tornou possível a biotecnologia.Nos pouco mais de 50 anos transcorridos desde então, esta ciência caminhou a passos largos, abrindo um vasto leque de opções para pesquisadores.
Há ainda o setor de novos materiais, como enzimas, biopolímeros (gomas espessantes e plásticos biodegradáveis, por exemplo), biodiesel e outras matrizes energéticas.
Apenas com o curso de graduação em Biotecnologia, o aluno não poderá dar aulas no ensino fundamental e médio, pois sua formação não inclui as chamadas disciplinas pedagógicas e didáticas.
Para atender a essa demanda, o biotecnólogo deverá ter aptidão para várias áreas do conhecimento. Terá que se dedicar com afinco ao aprendizado das Ciências Biológicas, de química, física, informática e, mais especificamente, da biotecnologia propriamente dita. O biotecnólogo deve ser, necessariamente, um profissional polivalente, com formação multidisciplinar, apto a desenvolver várias linguagens e reuni-las às tecnologias que irá aprender.”
Ciências Biológicas
A biologia caminha a passos largos, ampliando e diversificando o mercado de trabalho.
Num país como o Brasil, com a maior biodiversidade e a maior bacia hidrográfica do planeta – além de 28% do que resta das florestas tropicais do mundo –, dificilmente vai faltar emprego para biólogos. Desde 1859, quando Charles Darwin apresentou sua Teoria da Evolução e, mais recentemente, em 1953, quando James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura da molécula do DNA, a biologia vem se desenvolvendo rapidamente.
O mercado de trabalho do biólogo é bastante diversificado. Atualmente, está em destaque a biologia molecular. Há inúmeras potencialidades nos trabalhos com clonagem, transgênicos, terapias gênicas e células-tronco. A biotecnologia, incluindo a produção de vacinas e fármacos, também é bastante promissora.
Para ser um bom profissional, o biólogo precisa preencher alguns requisitos. Deve gostar do trabalho de campo e de laboratório e ser um bom observador, também deve gostar de estudar, pois a área exige atualização constante, e precisa estar preparado para a multidisciplinaridade.
Ecologia
Poluição, chuva ácida, extinção de espécies, escassez de água, destruição da camada de ozônio... Trabalho é o que não vai faltar a esse profissional.
Poucos profissionais dispõem, hoje, de um campo de atuação tão amplo e diversificado como o ecólogo. Em um mundo em contínuo progresso – conquistado, muitas vezes, às custas do equilíbrio ambiental –, com as populações multiplicando-se rapidamente e consumindo recursos naturais em velocidade vertiginosa, o que não falta a esse profissional é trabalho. Sempre que se quiser entender e buscar solução para problemas como poluição, chuva ácida, desmatamento, extinção de espécies animais ou vegetais, escassez de água ou destruição da camada de ozônio, é inevitável que se recorra aos conhecimentos do ecólogo.
Por isso, esse profissional é recebido de braços abertos em empresas de consultoria, prefeituras, governos estaduais ou em institutos de pesquisa e empresas públicas, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de São Paulo, e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além de universidades e organizações não-governamentais (ONGs).
O mercado exige um profissional habilitado a desenvolver trabalho em grupo, a compor equipes, com disposição para trabalhar em áreas distantes dos grandes centros urbanos, capaz de fazer diagnósticos rápidos sobre o estado de conservação de comunidades e populações e propor, implantar e acompanhar planos e manejo para áreas naturais e para as já alteradas por atividade humana. O melhor emprego vai depender da área de atuação escolhida.
Educação Física
O “País do futebol” abre espaço para outros esportes e multiplica opções para o profissional da área.
Ao movimentar mais de R$ 2 bilhões anuais e contar com mais de 15 mil academias e clubes somente no Estado de São Paulo, o profissional de educação tem pela frente um amplo universo de atuação. As academias de pequeno porte e a função de personal training são nichos com excelentes oportunidades. Um dado importante nessa busca generalizada pela boa forma física é que o Brasil é, hoje, o maior importador mundial de aparelhos domésticos de ginástica dos EUA.
Como existem mais de 200 cursos de Educação Física no Brasil, cerca de 120 apenas no Estado de São Paulo, o mercado para quem deseja atuar como professor de ensino superior – atividade para a qual é cada vez mais importante estar cursando uma pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado – apresenta-se favorável, embora altamente competitivo. Os formados enfrentam maior concorrência nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas há carência de profissionais em Estados como Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O profissional da área, cuja atividade foi regulamentada em 2001, encontra um campo de trabalho bastante diversificado. Ao definir o tipo, a carga e a freqüência de atividade física mais adequados para cada pessoa, ele pode atuar em academias, clubes, escolas, clínicas, spas, hospitais, creches, empresas públicas e privadas, condomínios, acampamentos ou como personal trainer. Se optar pela licenciatura, pode ainda fazer pesquisas ou dar aulas em escolas e universidades. Quem planeja ser técnico desportivo deve fazer um curso de especialização na modalidade preferida.
A atualização e a busca de novos conhecimentos é muito valorizada no mercado. Como a carreira é interdisciplinar, ao longo do curso o aluno adquire conhecimentos ligados a áreas como Biologia, Psicologia, Filosofia, Sociologia, Fisiologia, Anatomia, História e Pedagogia. A atuação em estágios e a participação em congressos, assistindo e apresentando trabalhos, também auxiliam no aprimoramento do futuro profissional.
Enfermagem
Com a crescente importância da prevenção, recuperação e manutenção da saúde, a profissão vive um bom momento.
Cabe, privativamente, ao enfermeiro a chefia de serviço e de unidade de Enfermagem, sua organização, direção e avaliação, bem como o planejamento da assistência oferecida pela equipe de enfermagem: técnicos e auxiliares. Somente o enfermeiro pode realizar a consulta e a prescrição de enfermagem, bem como prestar cuidados diretos a pacientes graves com risco de vida. Como é cada vez mais importante a presença de profissionais que atuam nas áreas de prevenção, recuperação e manutenção da saúde, a profissão de enfermeiro vive um bom momento. De fato, há grande oferta de vagas para enfermeiros, principalmente com o processo de implantação e operacionalização, pelo governo federal, do Programa de Saúde da Família (PSF) em todos os municípios do território nacional. Os enfermeiros são, nessa proposta de assistência à saúde, profissionais indispensáveis para a formação das equipes de trabalho.
Em substituição ao modelo tradicional de assistência, orientado para a cura de doenças no hospital, o PSF busca o barateamento e a reorganização da prática assistencial em novas bases e critérios.
Outra importante frente de atuação do enfermeiro é o trabalho desenvolvido nas comunidades. O profissional pode, por exemplo, orientar mulheres sobre a importância dos exames ginecológicos periódicos e do aleitamento materno, além de ensinar hábitos de higiene a crianças e jovens. Não se pode esquecer, no entanto, que, devido aos avanços da ciência, as populações de idosos são cada vez mais expressivas.
O enfermeiro atua em hospitais, postos de saúde, ambulatórios, indústrias, escolas ou creches. Também pode trabalhar, de forma independente, em clínicas ou em domicílio. Há ainda aqueles que se dedicam a atividades de auditoria, consultoria, assessoria hospitalar e os que se voltam para a docência e a pesquisa.
Engenharia Florestal
Solo, clima e pesquisas tecnológicas colocam nossas florestas entre as mais produtivas do planeta.
Até a década de 1980, o mercado de trabalho do engenheiro florestal era concentrado basicamente nas atividades ligadas ao reflorestamento comercial para indústrias madeireiras e de papel ou celulose. A partir dos anos 1990, surgiram oportunidades de atuação com espécies nativas e em atividades ligadas à conservação e recuperação ambiental. Atualmente, um mercado em franca expansão é o das chamadas organizações não-governamentais (ONGs), tanto nas áreas de pesquisa como no desenvolvimento de projetos ambientais e sociais.
O Brasil tem 5 milhões de km2 de floresta nativa, o que representa nada menos que 64% de sua área total. Além disso, de acordo com a FAO, órgão das Nações Unidas ligado à alimentação e à agricultura, pelo menos 29 mil km2 do território nacional são reflorestados com eucalipto, o que coloca o País em segundo lugar nesse ranking, logo atrás da Índia. Apesar de o clima e o solo brasileiros serem fundamentais para impulsionar a ‘vocação florestal’ do País, é sobretudo devido às pesquisas tecnológicas realizadas no setor, nos últimos 30 anos, que as florestas nacionais estão entre as mais produtivas do globo.
Combinar a obtenção de matérias-primas com a conservação ambiental é o grande desafio dos engenheiros florestais, seja em matas nativas, seja em reflorestamentos. A formação específica desses profissionais, que inclui conhecimentos sobre o ciclo de produção de cada espécie, permite alcançar esse objetivo.
O mercado exige do engenheiro florestal uma ótima formação básica, capacidade de trabalho em grupo, liderança e uma visão ampla do setor florestal, além de um certo grau de especialização para enfrentar questões específicas.
Os engenheiros florestais atuam no uso de recursos naturais (reflorestamento, produção de madeira cerrada, fabricação de celulose e papel) e na tecnologia dos produtos florestais (resíduos florestais, papel, chapas de fibras). Outras áreas de inserção no mercado de trabalho são a de conservação, que estuda a dinâmica dos ecossistemas florestais, e a de relações com a sociedade, vinculada às políticas ambientais.
Em países com ampla consciência ecológica, como a Alemanha, o Canadá e os EUA, o engenheiro florestal é um profissional bastante requisitado, já que os consumidores exigem que os produtos florestais tenham selo ambiental. No Brasil, as grandes empresas do setor precisam recuperar áreas degradadas para adequar-se à legislação internacional. Há oportunidades em todo o País, mas atualmente existe uma demanda grande de profissionais para atuar em regiões como a Amazônia, onde a questão ambiental é prioritária.
Fisioterapia
Hospitais, clubes, academias, clínicas de estética e clínicas odontológicas: não vai faltar trabalho ao fisioterapeuta.
Além de atuar tradicionalmente na reabilitação e na cura de doenças, o profissional da fisioterapia tem se inserido no campo da saúde coletiva, adotando como foco a atenção primária, ou seja, o desenvolvimento de ações de promoção da qualidade de vida. O fisioterapeuta encontra amplo mercado de trabalho em hospitais, clubes esportivos, academias, clínicas de estética, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e indústrias.
Em diversos municípios do País, dentro da filosofia do Programa de Saúde da Família (PSF), promovido pelo governo federal, equipes de saúde têm inserido em seus quadros pelo menos um profissional de fisioterapia.
A tendência do mercado é absorver com mais facilidade um profissional com formação generalista. O fisioterapeuta pode se aprimorar, posteriormente, ao longo da carreira, em diversas áreas, como a cardiorrespiratória, a ortopedia e a oncologia, Ortopedia e Traumatologia, Pneumologia, Neurologia, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Desportiva, Geriatria e Cardiologia são algumas das especialidades da Fisioterapia.
O fisioterapeuta também tem trabalhado em conjunto com o odontólogo e se destacado no tratamento dos problemas causados por desordens articulares temporo-mandibulares e dor orofacial, associada aos tecidos da cabeça e do pescoço e à estrutura da cavidade oral.
Cada vez mais o fisioterapeuta vem sendo procurado para trabalhar ao lado de médicos de diversas especialidades. Por isso, a habilidade para atuar em equipe é um requisito importante.
Cabe ao fisioterapeuta estudar, prevenir e tratar distúrbios cinéticos de órgãos e sistemas do corpo humano, provocados por traumas, doenças ou alterações genéticas. No tratamento e prevenção, lança mão de recursos terapêuticos como a termoterapia, que prevê o uso do frio e do calor, alternados; a fototerapia, que utiliza raios infravermelhos e ultravioleta; a hidroterapia, que usa a água; e a cinesiologia, que utiliza movimentos.
Fonoaudiologia
O mercado está em expansão: há demanda em hospitais, escolas, creches, postos de saúde, instituições de idosos e em clínicas médicas e odontológicas.
Como bradava aos quatro cantos o grande comunicador Abelardo Barbosa, mais conhecido como Chacrinha, “quem não se comunica, se trumbica”. O “Velho Guerreiro” sabia do que falava. De fato, a comunicação é condição essencial para o desenvolvimento e bem-estar de qualquer pessoa. Por isso, é preciso estar atento ao bom funcionamento das habilidades que a compõem. Qualquer problema na fala, na audição ou na capacidade de compreender e de escrever torna as pessoas incapazes de comunicar-se de forma plena. Mais do que ninguém, os fonoaudiólogos sabem disso e dedicam-se integralmente à prevenção e à correção das várias disfunções que podem acometer esses sistemas.
Os distúrbios de comunicação e deglutição, de que trata a fonoaudiologia, são provocados por doenças, acidentes ou fatores psicológicos, e podem ocorrer em qualquer fase da vida. Refluxos e engasgamentos, tratados como falhas de deglutição, por exemplo, são tão freqüentes em bebês quanto em adultos que tiveram derrame. Pessoas que sofrem com os males de Alzheimer e Parkinson também podem perder algumas dessas funções. De acordo com Boselli, os defeitos da fala manifestam-se em problemas de voz, fluência, articulação e troca de letras na pronúncia das palavras. Já as chamadas falhas de linguagem estão associadas a dificuldades de escrever e de compreender o que se lê.
Regulamentada em 1981, a fonoaudiologia está em expansão. Há demanda, nos setores público e privado, em hospitais, escolas, creches, postos de saúde e em instituições de idosos. A atuação com atores, cantores e palestrantes, que têm na voz um instrumento de trabalho, tem se mostrado um dos campos mais promissores da profissão. Outra boa opção, sobretudo para os recém-formados, é buscar associação com médicos ou dentistas, em equipes interdisciplinares.
Medicina
Além de aplicar-se em ações preventivas, o médico recupera e mantém a saúde do homem. Com generosas pitadas de humanismo.
Em um mundo cada vez mais tecnológico, em que muitas vezes a medicina se torna uma atividade quase impessoal perante o grande número de exames e de máquinas, os aspectos humanos na formação dos profissionais da área vêm sendo cada vez mais valorizados no mercado de trabalho. Os cursos buscam justamente recuperar a confiança dos pacientes no médico.
O profissional deve ter, acima de tudo, formação humanista e saber manter o espírito crítico, reflexivo e ético. Precisa estar capacitado para agir nos diferentes níveis do processo saúde-doença, em ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania são importantes para que o médico desempenhe, na plenitude, o seu papel de promotor da saúde integral do ser humano.
As oportunidades do médico são várias e, para obter a sua renda, ele costuma atuar em mais de uma função. Ele pode trabalhar, por exemplo, em consultório particular, em convênios e cooperativas médicas, em instituições públicas ou dedicar-se à docência e à pesquisa. Mas é a ação no pronto-socorro, atendendo urgências e emergências, que marca os primeiros anos da carreira de um médico, independentemente da especialização.
Na área pública, vem ganhando destaque a atuação de médicos no programa de Saúde da Família (PSF), do governo federal, que substitui o modelo tradicional de assistência, que enfatizava a cura de doenças no hospital, pelo atendimento centrado no ambiente físico e social da própria família.
A tendência, hoje, nas faculdades de Medicina de todo o País, é a formação do médico generalista na graduação, ficando a especialização – em mais de 60 áreas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina – por conta da residência médica.
Medicina Veterinária
Desenvolvimento do agronegócio e aumento das exportações aquecem ainda mais o mercado profissional do médico veterinário.
Se as possibilidades oferecidas pela Medicina Veterinária já eram amplas, com os avanços científicos das últimas duas décadas elas se tornaram praticamente ilimitadas. O profissional da área tem sido mais e mais convocado para atuar nos setores de saúde pública, qualidade e segurança de alimentos (em abatedouros e frigoríficos, principalmente) e na manipulação de avançadas tecnologias de reprodução. Além disso, nunca se tratou tão bem os animais de companhia, havendo um mercado que permite amplas escolhas de formas de alimentá-los, vesti-los e embelezá-los.
Como as terras estão cada vez mais caras, a produção animal convive com a necessidade de produzir mais carne, leite e derivados na mesma área. O médico veterinário torna-se cada vez mais importante não só para orientação nas técnicas de produção, mas também na sanidade do rebanho.
Embora generoso, o mercado de trabalho é bastante concorrido. Nota-se que os profissionais que conseguem colocação mais rápida são aqueles de formação generalista, preparados para atuar em diversos segmentos.
O desenvolvimento acelerado do agronegócio e o aumento das exportações exigem que o País tome todos os cuidados possíveis para não ter problemas com doenças como a da vaca louca, a febre aftosa e a gripe do frango.
Além de trabalhar na área clínica e de pesquisa, o médico veterinário tem-se tornado indispensável, também, na área de vendas e de marketing. Exerce ainda um papel fundamental para o controle de zoonoses como a raiva, a brucelose e a toxoplasmose.
Nutrição
O nutricionista leva ao pé da letra o que Hipócrates disse há 25 séculos: um bom prato, muitas vezes, substitui com vantagem qualquer medicamento.
Numa época em que a preocupação com o corpo e a saúde está em alta, as regras e segredos de uma boa alimentação atraem o interesse de muita gente. Daí a importância cada vez maior de profissionais que conheçam em detalhes as propriedades nutricionais de vitaminas, proteínas, sais minerais, carboidratos e dezenas de outras substâncias que compõem os inúmeros alimentos que fazem parte da dieta do ser humano. É nesse contexto que interage o nutricionista, profissional formado nos cursos de Nutrição. O profissional atua em toda as áreas do conhecimento em que a alimentação seja fundamental para a promoção, manutenção e recuperação da saúde.
Não é de hoje que a Nutrição vem sendo objeto de estudo. Já na Antigüidade, Hipócrates (460 a.C. – 377 a.C.), cognominado Pai da Medicina, dizia: “Deixe seu alimento ser o seu remédio e o seu remédio ser o seu alimento”. Mas foi apenas em 1954, no entanto, que a Associação Brasileira de Nutricionistas reconheceu os cursos de Nutrição de nível superior.
O nutricionista encontra hoje um amplo leque de opções de trabalho. Pode atuar, por exemplo, na área de hotelaria, em restaurantes comerciais, na indústria de alimentos para fins especiais, em clínicas de estética ou academias de ginástica”, enumera a coordenadora. Pode, também, encontrar emprego no setor de nutrição esportiva, marketing, saúde coletiva, vigilância sanitária e ensino e pesquisa. Também há espaço nos segmentos de orientação de atletas e consultórios particulares. Na área de nutrição clínica, orienta hospitais, ambulatórios, consultórios, lactários e spas.
Para ser um profissional bem-sucedido o nutricionista deve ter afinidade com as ciências biológicas e com a química. Além disso, deve também ter alguma familiaridade com as ciências humanas, pois na sua atuação ele terá de construir relacionamentos com os pacientes.
Odontologia
Opções de trabalho não faltam, mas as melhores oportunidades aparecem nas regiões mais distantes e menos assistidas.
São várias as opções de trabalho para o cirurgião-dentista: ele pode atender pacientes em consultório particular, em empresas ou associações. Outra possibilidade é seguir a carreira de ensino e pesquisa em faculdades, realizando uma pós-graduação, ou trabalhar em serviço público. Prestar concurso público, fazer estágio em consultórios para adquirir experiência e trabalhar para o Sistema Único de Saúde ou para o Programa Saúde da Família são outras possibilidades.
Atuar na coordenação de programas dentários escolares, no atendimento à população em geral, em postos de saúde ou como legista são caminhos adotados por vários formados. Muitos profissionais também obtém seus rendimentos principalmente dos contratos que realizam com convênio.
Que não se pense, porém, que o percurso do odontologista, sobretudo o do recém- formado, será sempre um mar de rosas. Um sério problema da área é o mercado saturado nas grandes cidades, principalmente para os consultórios particulares. A alternativa é a possibilidade de se transferir para regiões mais distantes e menos assistidas.
O interesse em se aprofundar cada vez mais nos segredos da profissão, a destreza manual para lidar com trabalhos de pequenas dimensões e sólido conhecimento na área das Ciências Biológicas são alguns atributos essenciais do formado. A capacidade de se relacionar bem com as pessoas também é muito importante, pois isso facilita o seu trabalho com o paciente e também no convívio com colegas de profissão, já que o início de carreira ocorre muitas vezes em locais em que o equipamento é dividido em turnos.
Terapia Ocupacional
Valorização de projetos sociais e polivalência do profissional impulsionam a carreira e aquecem o mercado.
O cotidiano de um terapeuta ocupacional envolve a investigação, o diagnóstico e a reabilitação das funções físicas e mentais de bebês de alto risco, crianças especiais ou com distúrbios de aprendizagem e pessoas que sofreram derrames cerebrais ou acidentes. Para desempenhar essa função, ele se volta para os aspectos funcionais, psicológicos, sociais e ambientais que podem comprometer a ação independente de uma pessoa, sendo muito importante em qualquer serviço de atenção à saúde. O mercado de trabalho é variado e inclui hospitais, clínicas, centros de reabilitação, centros de atenção psicossocial, unidades básicas de saúde, unidades de convivência, escolas, empresas e oficinas terapêuticas e profissionalizantes.
Entre outras ações, o profissional promove atividades como pintura, desenho, jogos, teatro e música, além de várias práticas esportivas, todas visando os mesmos objetivos: tratamento de disfunções de origem física, mental, social e de desenvolvimento, nas diferentes faixas etárias, de forma a reintegrar ao seu meio o paciente que sofre alguma limitação.
O terapeuta ocupacional pode atuar, por exemplo, no acompanhamento de pacientes que recebem atendimento em especialidades como neuroortopedia e psiquiatria.
As possibilidades de atuação do terapeuta ocupacional incluem a prevenção da depressão e a promoção da auto-estima. Desse modo, ele promove a melhoria da qualidade de vida de cada pessoa, dentro das possibilidades e limitações de cada um. Além de avaliar as dificuldades apresentadas pelo cliente nas suas relações interpessoais de trabalho, familiares e de lazer, decorrentes de sua disfunção, o terapeuta ocupacional atua preventivamente, a partir de uma visão crítica das reais necessidades do indivíduo.
A ação do terapeuta ocupacional não se limita, portanto, aos domínios do corpo. Atinge, também, a dimensão dos problemas sociais que decorrem da estigmatização de pacientes que, por exemplo, sofrem de psicoses, paralisia cerebral, síndromes genéticas (como a de Down), deficiência visual (parcial ou total), depressão ou hanseníase.
Zootecnia
Globalização aquece exportações e multiplica oportunidades, sobretudo em genética molecular, nutrição e saúde animal.
O mercado do profissional da área de Zootecnia encontra-se em franca expansão. O Brasil, hoje, além de ter carne bovina de excelente qualidade, é quase auto-suficiente na produção de leite e um dos maiores produtores mundiais de frango. Há amplas possibilidades de crescimento para quem trabalha com melhoramento genético, nutrição, saúde e alimentação animal, além de gerenciamento e administração de propriedades rurais. Os grandes rebanhos brasileiros, o elevado volume de produtos gerados pela agropecuária, a complexidade das redes do mercado industrial nacional e as políticas de globalização abrem, de fato, cada vez mais perspectivas. Com o aumento das exportações na área, surgiu a necessidade de aumentar a produção para o atendimento do mercado interno, gerando oportunidades para o profissional do setor.
Nesse contexto, o mercado exige profissionais bem preparados. O zootecnista tem que ser dinâmico, adaptável às demandas do mercado e apto a aprender e a se aperfeiçoar constantemente. Entre as múltiplas possibilidades que o mercado oferece, alguns setores se destacam. É o caso da genética molecular, dos estudos de impacto ambiental na produção e de pesquisas na área de viabilidade econômica de pequenas e médias propriedades.
As oportunidades, portanto, tendem a aparecer em todo o País. No Interior de São Paulo, destaca-se a Região da Nova Alta Paulista, próximo a Araçatuba, enquanto Estados como Minas Gerais e Bahia apresentam numerosos pólos em franca ascensão. |