| |
|
Ciência da Computação
As perspectivas são otimistas: novas tecnologias favorecem a colocação desse profissional.
É impossível pensar o mundo contemporâneo sem a presença de computadores. E, para que eles sejam cada vez mais eficientes, a atuação de profissionais gabaritados é essencial. Aí entra o talento dos bacharéis em Ciência da Computação, que convivem com um mercado amplo e em franca expansão. O desenvolvimento de novas tecnologias e a difusão dos meios computacionais favorecem a colocação do profissional de Ciência da Computação.
Raciocínio lógico, capacidade de abstração e objetividade na solução de problemas são requisitos essenciais para se colocar no mercado de trabalho. Este profissional precisa ter sólida formação básica em informática e em aspectos teóricos da computação. Com essa base forte, reúne condições de dominar com mais facilidade as novas tecnologias.
O profissional deve ter boa formação conceitual e teórica em diferentes áreas da computação. Assim, estará apto a atuar nas várias frentes da computação e em empresas de informática. Ele pode ainda começar a carreira de pesquisador, desenvolvendo seu mestrado e doutorado, ou ser um empreendedor.
O bacharel em Ciência da Computação encontra colocação em bancos, seguradoras, empresas públicas, empresas de desenvolvimento de software e hardware ou como prestador de serviços.
Engenharia Ambiental
Há muito por fazer: o planeta está tão maltratado, que vai ser preciso arregaçar as mangas e suar a camisa.
O engenheiro ambiental atua na gestão do meio ambiente, principalmente no manejo, controle e recuperação da qualidade da água, do ar e do solo. Suas funções, porém, abarcam ainda investigação, avaliação, adaptação e implantação de sistemas de produção ambientalmente viáveis, a recuperação de áreas degradadas e a diminuição e monitoramento dos processos e atividades causadores de impactos ambientais. Essa ampla atuação aponta para um mercado de trabalho bastante promissor. Este profissional pode, ainda, elaborar propostas alternativas para a questão dos poluentes e para a utilização racional de recursos naturais, além de viabilizar a obtenção de certificação para produtos e serviços, o chamado ISO 14.000.
A formação multidisciplinar permite que o engenheiro ambiental diagnostique problemas, proponha soluções, participe da elaboração dos projetos e acompanhe a implantação e funcionamento dos sistemas e equipamentos destinados à minimização das dificuldades verificadas.
Centros de pesquisa, órgãos executores de gerenciamento e controle ambiental, organizações não-governamentais (ONGs), agências reguladoras de água, energia elétrica e vigilância sanitária, universidades e indústrias das mais variadas atividades são opções de atuação no mercado. Há, hoje, uma acentuada procura por profissionais que incorporem aspectos referentes ao equilíbrio ambiental nos projetos de obras civis, nos processos industriais e no planejamento de áreas urbanas e rurais.
O candidato a essa profissão tenha algumas características pessoais, que facilitarão sua rápida inserção no mercado de trabalho: Criatividade, curiosidade, boa cultura humanística, facilidade para comunicar idéias e rapidez de raciocínio são qualidades necessárias num mercado em que o engenheiro ambiental vem sendo cada vez mais solicitado por empresas de consultoria privadas e por órgãos e instituições encarregados da definição de políticas públicas ambientais.
As melhores oportunidades de emprego ainda estão concentradas nas cidades mais industrializadas das regiões Sudeste e Sul. Porém, num País como o Brasil, com imenso potencial e grandes desafios para a implantação de projetos de infra-estrutura e agroindústrias, o mercado está se expandindo rapidamente para as outras regiões.
Engenharia Cartográfica
Descoberta de novas tecnologias na área da informação aquecem e ampliam o mercado.
A Engenharia Cartográfica, que se ocupa basicamente da elaboração de mapas, lida com o processamento e a manipulação de dados, utilizando recursos da moderna tecnologia da informação. A atividade encontra hoje um amplo mercado de trabalho, que inclui órgãos governamentais, empresas estatais e privadas, instituições de ensino e pesquisa, além de atividades como autônomo, na consultoria de empresas ou no setor de vendas de equipamentos e serviços de cartografia.
O mercado tende a ser ampliado com a terceirização de serviços de Sistemas de Informação Geográfica nas prefeituras municipais, principalmente devido ao Estatuto da Cidade (Lei 1.025/01) – que se baseia na estruturação de planos diretores para desenvolvimento urbano em municípios com mais de 20 mil habitantes –, e nas empresas responsáveis por serviços públicos (água, energia elétrica, esgoto, limpeza, telefonia e transporte).
Além das empresas particulares de planejamento, que elaboram trabalhos para o governo, há organismos estatais que necessitam das atividades profissionais do engenheiro cartógrafo, como a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mercado varia de acordo com a região, em virtude das particularidades de cada Estado e do incentivo dado ao desenvolvimento econômico. A Grande São Paulo e cidades como São José dos Campos e Curitiba continuam oferecendo as melhores oportunidades de trabalho. Mas, com o Sistema Público de Registro de Terras, que trata do georreferenciamento de propriedades rurais, está-se abrindo um mercado promissor também nas cidades de médio e grande porte do Interior do Estado de São Paulo.
Fundamentais no trabalho de reconhecimento da superfície do planeta, a matemática, a física e a informática são as bases da Engenharia Cartográfica contemporânea. Sistemas orbitais, sensores de bordo de embarcações marítimas ou fluviais e instrumentos para levantamentos terrestres são os meios utilizados para a obtenção de dados. O formado pode atuar no planejamento da coleta de dados ou no seu processamento e interpretação.
Os engenheiros cartógrafos dominam também um conjunto de tecnologias voltadas à coleta e à análise de informações geográficas, como dados cartográficos e de censo, cadastros urbano e rural e modelos numéricos de terrenos.
Engenharia Civil
Num país carente de habitação, saneamento básico, transportes e infraestrutura urbana, trabalho é que não vai faltar ao engenheiro civil.
Tão antiga, pode-se dizer, quanto a própria civilização, a Engenharia Civil deu seus primeiros passos, ainda incertos, quando o homem deixou as cavernas e passou a construir choupanas para se abrigar das intempéries. Sempre de olho na máxima segundo a qual a necessidade é a mãe da invenção, o homem não parou mais de inventar – e de construir. Obras como o Colosso de Rhodes, na Grécia, as pirâmides do Egito e a Muralha da China são marcos imortais do potencial empreendedor da Humanidade. A esses monumentos seguiram-se prédios com mais de 300 metros de altura, barragens gigantescas, aeroportos, pontes, rodovias e túneis. E é justamente nesse mundo, em constante construção, que se movimenta o engenheiro civil.
Com sua formação multidisciplinar, o rofissonal pode atuar nos mais diversos setores produtivos. Mas não é só. Há outros empregos nos quais muita gente não esperaria encontrar um engenheiro civil. É o caso dos bancos, por exemplo, onde seus conhecimentos em matemática são muito apreciados.
O mercado para esse profissional é sempre promissor. Num país como o Brasil, carente de habitação, saneamento básico, transportes e infraestrutura urbana, o engenheiro civil tem um mercado muito amplo para explorar, principalmente em regiões novas e em desenvolvimento.
A lista dos possíveis empregadores é grande: empresas públicas e privadas nas áreas de transportes (estradas, trânsito urbano, planejamento, ferrovias, metrôs, aeroportos, portos); saneamento e meio ambiente; prefeituras; construtoras e pavimentadoras, além de escritórios de projetos dentro das diversas áreas de engenharia civil. Há oportunidades, ainda, em laboratórios de controle tecnológico, órgãos governamentais de planejamento e administração e em institutos de pesquisa e universidades.
Engenharia de Alimentos
O mercado não pára de crescer: em 2020 serão 15 bilhões de bocas para alimentar.
Estima-se que a população mundial atinja, em 2020, a cifra de 15 bilhões. Levando em conta as necessidades de alimentação de qualidade desse número de pessoas, as possibilidades de atuação do engenheiro de alimentos, que incluem as técnicas usadas na fabricação, conservação, estocagem e transporte de alimentos industrializados, estão mais do que garantidas. O trabalho desse profissional começa já a partir da seleção da matéria-prima, animal ou vegetal, e vai até a organização do produto final nas gôndolas dos supermercados.
O engenheiro de alimentos zela pelo preparo, embalo, refrigeração, conservação e prazo de validade de cada produto. Seu trabalho também inclui elaborar os equipamentos responsáveis pela fabricação das embalagens e desenvolver projetos de instalação e operação de indústrias de alimentos. Fábricas de eletrodomésticos, como geladeiras, freezers e microondas, também utilizam os conhecimentos do engenheiro de alimentos na criação de seus produtos. Os atuais mercados, altamente competitivos, exigem uma grande demanda de engenheiros de alimentos que atuam com a produção de grãos, nas agroindústrias, na pecuária de corte, frigoríficos e abatedouros.
Para atender com competência as possibilidades que o mercado oferece, o engenheiro de alimentos deve dominar conceitos como energia, matéria, transferência de calor, processos de secagem, pasteurização, congelamento e refrigeração. Deve conhecer, também, detalhes de cada matéria-prima, como sua constituição, reações em contato com o meio ambiente e causas da deterioração.
A realização, pelo aluno, de estágios em diferentes setores da indústria de alimentos é valorizada no mercado de trabalho. Isso aumenta muito a área de conhecimento profissional e, conseqüentemente, o leque de oportunidades.
Engenharia de Controle e Automação
Avanços tecnológicos e modernização dos sistemas de gestão abrem as portas do mercado para esse profissional.
Levando às últimas conseqüências o ditado segundo o qual a necessidade é a mãe da invenção, o homem vem, desde o início dos tempos, lançando mão das mais diversas engenhocas e dos mais intrincados procedimentos para facilitar suas incontornáveis tarefas cotidianas. Dominou o fogo, inventou a roda e, com o passar dos tempos, sofisticou seus métodos: tem-se notícia, por exemplo, de que já na Roma Antiga do século XII criou o relógio mecânico; em 1642, Pascal trouxe ao mundo a máquina aritmética. Grandes avanços foram observados, bem depois, durante a Segunda Guerra Mundial, e, posteriormente, na era espacial. Na década de 1970, com o controle e a automação de sistemas evoluindo e fazendo parte cada vez mais do nosso cotidiano, surge o termo “mecatrônica”, concebido para descrever a integração das engenharias mecânica, eletrônica e de computação.
Essa área tem se destacado no Brasil devido às suas implicações socioeconômicas. A necessidade de as indústrias se modernizarem, visando atender à crescente competitividade gerada pela globalização da economia, tem exercido forte pressão sobre os demais setores econômicos, abrindo o mercado de trabalho para os engenheiros de controle e automação, hoje, qualquer empresário sabe que a modernização é condição vital para a sua permanência no mercado.
Por isso, o mercado de trabalho para o engenheiro de controle e automação é dos mais promissores. Esse profissional pode atuar, igualmente, em todas as áreas que necessitem de processos automáticos e controláveis por sistemas computacionais. Na arquitetura, por exemplo, o engenheiro de controle e automação pode desenvolver casas e prédios inteligentes; nas ciências biomédicas, será capaz de desenvolver e aperfeiçoar aparelhos cirúrgicos; e nas indústrias metalomecânica, optoeletrônica e na agricultura, sua atuação será igualmente marcante.
Para atender a essa demanda, o mercado exige do engenheiro de controle e automação uma gama de conhecimentos, envolvendo tópicos de diversas engenharias, como mecânica, elétrica, eletrônica e computacional.
Engenharia de Materiais
Mercado em franca expansão multiplica oportunidades de trabalho para o engenheiro de materiais.
Embora talvez seja a menos conhecida das engenharias, a Engenharia de Materiais está presente em praticamente todos os produtos fabricados pelo homem – de um rudimentar botão de camisa ao mais sofisticado dos computadores. É o engenheiro de materiais que desenvolve as matérias-primas e produtos que serão usados, por exemplo, na construção de pontes e prédios, na fabricação de automóveis e eletrodomésticos, de roupas e calçados.
O engenheiro de materiais é um profissional inteiramente voltado para o comportamento da matéria – ou seja, para como os materiais são obtidos ou processados e as formas segundo as quais eles podem ser modificados. O papel desse profissional é obter ou transformar materiais com as propriedades necessárias para atender aplicações específicas, como aqueles usados em ambiente marítimo, que devem ser resistentes à corrosão.
O campo de atuação de um engenheiro de materiais é bastante amplo. Ele pode atuar em empresas de todos os setores da indústria, especialmente naquelas ligadas à produção de matérias-primas. A procura por engenheiros de materiais cresceu muito na última década, e a perspectiva é de que a curva da oferta de trabalho se mantenha ascendente ainda por muito tempo.
A Engenharia de Materiais tem grande futuro no Brasil, país com grande riqueza mineral. Nas áreas de cerâmica e metalurgia, com o investimento do Estado, o engenheiro de materiais assume uma importância muito grande para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, pela conversão de minério em matérias-primas. O Brasil também é um país promissor na produção de polímeros, devido à força do setor agrícola e à crescente produção de petróleo.
Para encontrar boa colocação nesse mercado, o futuro engenheiro de materiais deve buscar uma sólida formação, inclusive em atividades extraclasse. É importante, por exemplo, que ele saiba línguas estrangeiras, e também é fundamental que participe de estágios, congressos de iniciação científica e trabalhos voluntários, em projetos sociais. Outras características desejáveis em um engenheiro de materiais são capacidade de decisão, criatividade, constante atualização de conhecimentos e facilidade de trabalhar em equipe.
Engenharia de Produção Mecânica
Entre todas as especialidades da engenharia, a de produção é a mais requisitada pelo mercado.
O engenheiro de produção atua, sobretudo, no planejamento e na organização da produção. Seu objetivo é otimizar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Entre todas as especialidades da engenharia, esta talvez seja a mais requisitada,
Essa polivalência ocorre porque a formação do engenheiro de produção mecânica reúne numerosas disciplinas, de gestão, administração, economia, psicologia aplicada ao trabalho e legislação a conhecimentos de áreas das ciências exatas que embasam a engenharia. O engenheiro de produção é um profissional fundamental para que a empresa consiga uma diferenciação em seu posicionamento estratégico no mercado
O mercado exige do profissional a capacidade de projetar e analisar processos produtivos. Isso significa saber ordenar seqüências de atividades, fazer pesquisa de campo e ter habilidade para entrevistar pessoas e obter as informações de que se necessita.
O desenvolvimento de sistemas produtivos de qualidade exige do engenheiro de produção criatividade e capacidade de abstração. Outros atributos são o talento para formular adequadamente um problema – primeiro passo para solucioná-lo –, capacidade de trabalhar em equipe e boa cultura geral.
Com essa formação a um só tempo eclética e aprofundada, os engenheiros de produção não têm tido dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Eles são igualmente bem-vindos em empresas das mais diferentes naturezas, como indústrias manufatureiras ou jornalísticas, no setor turístico ou em bancos de desenvolvimento.
Engenharia Elétrica
Mercado diversificado e em franca expansão multiplica oportunidades para o engenheiro eletricista.
O fato mais remoto de que se tem notícia envolvendo a Engenharia Elétrica encerra uma passagem curiosa: empinando uma pipa (ou papagaio), em 1752, Benjamin Franklin (1706-1790) quase foi eletrocutado quando seu brinquedo foi atingido por uma descarga elétrica. Sobreviveu e, de quebra, provou a natureza elétrica dos raios e inventou o pára-raios. Hoje, esta ciência está presente, direta ou indiretamente, na fabricação de um sem-número de produtos – da mais simples engenhoca ao mais sofisticado satélite.
Por isso, o campo de atuação de um engenheiro eletricista é bastante amplo e diversificado. Ele é o profissional que pode lidar com a geração, transmissão e distribuição da energia elétrica, com sistemas de controle, dispositivos e aparelhos eletroeletrônicos e computadores, além da telefonia móvel e fixa e da transmissão de vídeo e áudio (canais de rádio e de televisão).
O mercado de trabalho, hoje, está de fato diversificado e em franca expansão: Um bom profissional pode encontrar emprego em empresas dos setores energético, de telecomunicações, em indústrias em geral e em órgãos públicos.
Seja qual for o caminho escolhido, o futuro engenheiro eletricista deve aproveitar seus anos na faculdade para se preparar bem. Mesmo antes de se formar, o aluno já pode buscar um diferencial no curso, atuando em congressos de iniciação científica, fazendo estágios, participando de eventos extracurriculares e de outras atividades.
Engenharia Industrial Madeireira
Um imenso e aquecido mercado de trabalho, com seis milhões de hectares.
Com 6 milhões de hectares de reflorestamentos com alta produtividade e um consumo de 1,5 m3 anual por pessoa, incluindo os produtos mais diversos, como folhas de papel e móveis, a indústria madeireira brasileira, que representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB), é um diversificado universo de potencialidades de colocação profissional. Existe uma ampla demanda de profissionais no setor.
A área está em expansão e as funções do engenheiro industrial madeireiro, profissional voltado para a atuação no gerenciamento de indústrias e manufaturadoras de produtos a partir da madeira, são hoje muitas vezes exercidas por engenheiros de outras áreas, que realizam especialização no setor de madeira.
O mercado de trabalho, portanto, apresenta um amplo espectro de opções para quem realiza o curso em Engenharia Industrial Madeireira, principalmente no segmento industrial privado, na área que trata dos processos de produção e do produto final.
A concentração de oportunidades para formados e estagiários está principalmente no Sul do Estado de São Paulo e Norte do Paraná, onde se localiza mais de metade da área reflorestada do País. O mercado exige o conhecimento da madeira como matéria-prima e dos seus processos de transformação. Também é essencial a consciência da necessidade de conservar o meio ambiente e saber utilizar os seus recursos em equilíbrio com o desenvolvimento econômico, social e cultural da sociedade.
Os engenheiros industriais madeireiros, porém, também têm mercado nas grandes capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, e cidades que sediam indústrias que utilizam a madeira como matéria-prima e a transformam em diversos produtos, como móveis, portas, esquadrias e assoalhos.
Outra alternativa para o formado é tornar-se um empreendedor na área e abrir seu próprio negócio. Nesse caso, o profissional pode escolher a região em que deseja atuar e aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.
Engenharia Mecânica
Mercado aquecido garante rápida colocação em empresas nacionais e multinacionais e facilita ingresso na carreira acadêmica.
A engenhoca se move? Então, pode apostar: a mão do engenheiro mecânico está por trás dela. Pode parecer exagero, mas a Engenharia Mecânica está, de fato, na base de qualquer equipamento ou aparelho que se movimente – de uma gigantesca turbina hidrelétrica ao mais rudimentar dos brinquedos. Não por acaso, a origem dessa ciência remonta àquela que talvez seja a mais simples e, ao mesmo tempo, a mais importante das tantas descobertas do homem: a roda. Considerado o mais versátil de todos os engenheiros, esse profissional se envolve na concepção, análise, fabricação, controle, organização, gestão e manutenção dos mais variados equipamentos industriais.
Com a notável evolução dos meios de comunicação e da informática, o engenheiro mecânico tem sido, aliás, cada vez mais exigido em suas funções. O candidato a essa carreira deve ter versatilidade, sólido conhecimento de princípios científicos e, sobretudo, capacidade e motivação para a aprendizagem continuada.
Para corresponder às exigências da sociedade, o engenheiro mecânico deve possuir sólida formação científica, tecnológica e profissional. Isso significa ser eficaz e eficiente no emprego de recursos humanos e financeiros para a transformação de recursos naturais em bens.
O mercado no Brasil, para o engenheiro mecânico, está bastante aquecido, e aproximadamente 70% dos formandos encontram colocação em empresas nacionais e multinacionais. Os 30% restantes têm buscado cursos de pós-graduação (mestrado, especialização lato sensu, MBA), de olho na carreira acadêmica.
Estatística
Formação sólida, ampla cultura científica e visão crítica: assim, não vai faltar trabalho.
O campo de atuação do estatístico é mais amplo do que se imagina. Ele trabalha na contagem de populações; em indústrias, promovendo o desenvolvimento de novos produtos, no controle de qualidade e pesquisa de mercado; em bancos e seguradoras, fazendo aplicações financeiras e perfil de clientes; em hospitais e instituições de pesquisa, determinando, por exemplo, os fatores de risco de doenças; e em instituições públicas que lidam com coleta, análise e processamento de dados.
Na atual era de grande competição, as empresas, para garantir a sua sobrevivência, precisam oferecer produtos e serviços cada vez melhores em tempo cada vez menor. Para isso, tornou-se fundamental realizar pesquisas com os clientes, conhecendo as suas preferências e identificando necessidades. Também é importante saber as tendências dos clientes para aprimorar as próprias atividades e oferecer maior qualidade.
As áreas que mais têm contratado estatísticos são a financeira (grandes empresas de cartões de crédito e bancos), a de pesquisa de mercado e as instituições ligadas à saúde, como hospitais e institutos de pesquisa. Outras oportunidades de trabalho estão no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde o estatístico analisa e interpreta os dados coletados pelos recenseadores, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Fiocruz.
O estatístico deve ter ampla cultura científica, pois seu trabalho exige a interação com outros profissionais, como médicos, engenheiros, economistas, cientistas políticos ou publicitários. Além de sólido conhecimento na área, precisa reunir atributos como habilidade na escolha e aplicação de métodos, domínio de softwares estatísticos e de linguagem de programação computacional.
Física
As melhores oportunidades vêm da área acadêmica. Mas há boas chances, também, em indústrias de alta tecnologia e no setor financeiro.
Pode-se dizer, sem medo de errar, que a Física está por trás de todo grande avanço tecnológico. Sem ela, de fato, não teria sido possível ao homem as grandes navegações do passado nem a chegada à Lua. Também não haveria automóveis, aviões, telecomunicações ou computadores. Em compensação, poderiam dizer os mais pessimistas, estaríamos livres de armas mortíferas, mísseis e bombas atômicas. O mais provável, na verdade, é que sem o domínio da Física ainda estaríamos caçando com pedras e paus nas savanas africanas. Fazendo as contas, no entanto, o saldo é positivo.
Apesar de, historicamente, essa atividade estar atrelada aos progressos tecnológicos, não é nas empresas onde a tecnologia é gerada que os físicos brasileiros encontram as maiores oportunidades profissionais. Em nosso País, 98% dos físicos trabalham no ensino fundamental e médio e no setor acadêmico, ou seja, no ensino e pesquisa nas universidades e centros de pesquisa.
Seja qual for o caminho que o formando de Física escolher, ele terá de preencher alguns requisitos. O mercado exige do físico uma sólida formação científica e tecnológica, cuja característica principal é a interdisciplinaridade.
Física Biológica
A área é nova e o mercado está em franca expansão, com oportunidades em empresas e universidades.
Ao estudar os processos físicos que governam os sistemas vivos, o físico biológico trabalha com áreas como teoria cinética, hidrodinâmica, dinâmica não-linear, biopolímeros, funções moleculares, biomecânica e biofísica. O mercado profissional do físico biológico, portanto, apresenta dois aspectos. Na área acadêmica, onde o profissional precisa cursar mestrado e doutorado, as oportunidades estão na docência e na pesquisa em universidades. Nas empresas de biotecnologia, existe um grande potencial para a criação de um amplo leque de oportunidades.
A Física Biológica desenvolve mecanismos que permitem entender os processos de interação em nível microscópico que levam à formação de macroestruturas organizadas e com função biológica.
O físico biológico deve dominar a física e ter uma boa visão dos aspectos moleculares do sistema biológico. Exige-se dele uma formação interdisciplinar que permita a troca de idéias e experiências para a resolução de problemas complexos. Por isso, o físico biológico geralmente atua em equipes integradas também por biólogos, bioquímicos, agrônomos, médicos, profissionais de informática e físicos.
O objetivo do curso é fornecer ao profissional conhecimentos para que ele possa aperfeiçoar modelos estruturais já existentes. A área, embora recente, está em franca expansão.
Quem trabalha na área tem como objetivo a construção de modelos para compreender a complexa rede de interações da matéria viva, além de desenvolver o conhecimento sobre a associação e a organização de estruturas microscópicas em macroestruturas. Estas últimas realizam as mais diversas funções biológicas, como a respiração ou a digestão.
O físico biológico atua, portanto, no estudo de problemas que envolvem os mecanismos de ação de moléculas biológicas, como proteínas, ácidos nucléicos, carboidratos e lipídios, que podem ter a sua análise e proposição de soluções em termos de princípios e técnicas físicas.
Física Médica
Os números confirmam: mercado está favorável ao físico médico, profissional que reúne conhecimentos da física e da medicina.
Estima-se que o País necessite, hoje, de pelo menos 1.800 físicos médicos, para dar conta de aproximadamente 50 mil equipamentos de raios X odontológicos, 18 mil de radiodiagnóstico médico e 80 centros de radioterapia, sendo 40% no Estado de São Paulo. Existem, porém, apenas 500 desses profissionais em atividade. Esses números dão uma idéia de como o mercado de trabalho está favorável ao físico médico.
O físico médico é um profissional indispensável no desenvolvimento, controle e emprego de equipamentos como tomógrafos de raios X, ressonância magnética nuclear e laser, podendo atuar em planejamento radioterápico ou na proteção radiológica de trabalhadores da área de saúde, avaliando, por exemplo, a eficiência de blindagens em setores de raios X.
Ao trabalhar com conceitos e técnicas básicas e específicas da biologia e da medicina – e também com modelos, agentes e métodos oriundos da física – na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, o físico médico aplica os fundamentos físicos de diversas técnicas terapêuticas, proporcionando bases para a compreensão das modernas tecnologias médicas.
As áreas de radiologia diagnóstica e intervencionista, medicina nuclear, radioterapia, radiocirurgia, proteção radiológica, metrologia das radiações, biomagnetismo, radiobiologia clínica e epidemiologia são campos de inserção profissional. Isso inclui a elaboração de variáveis biomédicas, a calibração e avaliação de equipamentos, medições de controle de proteção radiológica e controle de qualidade dos equipamentos físicos empregados no universo da saúde.
O profissional da área deve possuir um bom conhecimento do mercado de equipamentos e serviços, além de estar sempre atualizado, mantendo, se possível, relacionamento com organizações profissionais (como a Associação Brasileira de Física Médica, ABFM, por exemplo). Para quem reúne esses atributos, órgãos governamentais responsáveis pelo controle de atividades que envolvem o controle de radiação, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear, o Instituto de Radioproteção e Dosimetria e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares são outras oportunidades de colocação.
Outras importantes atribuições do físico médico são o controle de qualidade de equipamentos de alto teor tecnológico, controle de transporte de material radioativo e vigilância sanitária. A participação em programas industriais de desenvolvimento de produtos também é uma atividade que o profissional do setor pode desempenhar.
Geologia
O mercado está em expansão, e as melhores oportunidades vêm das empresas estatais e dos institutos de pesquisa.
Pode-se definir a Geologia como a ciência que estuda o planeta Terra de forma a compreender sua origem, evolução, estrutura, constituição interna e os processos que atuam em seu interior (terremotos, vulcões) e em sua superfície (erosão, sedimentação). Por entender a natureza e a extensão desses processos, o geólogo é o profissional habilitado a atuar com sociedade no que diz respeito ao manejo do meio ambiente, de forma que ela obtenha bens naturais importantes para sua sobrevivência, sem deixar de se preocupar com sua conservação. O geólogo atua de forma intensa na prevenção e remediação de problemas urbanos, como enchentes e deslizamentos de terra, que trazem tantos inconvenientes à população das grandes cidades.
O geólogo realiza constantes trabalhos de campo, em que busca reconhecer os diferentes tipos de solos e rochas. Para isso, utiliza uma grande variedade de recursos, como imagens de satélite, fotografias aéreas, microscópios, análises químicas e físicas e recursos computacionais. Para optar por essa profissão, portanto, o aluno deve gostar de atividades ao ar livre, ter espírito observador e ser meticuloso e metódico.
A Geologia possui um vasto campo de atuação. Ela se dedica, entre outras coisas, à busca de recursos naturais (água, petróleo, minerais) e desenvolve inúmeras atividades na construção civil, participando de grandes obras como barragens, estradas, túneis e aterros sanitários. Atua também formulando soluções para problemas ligados a poluição de solos e da água, organização urbana e na prevenção de acidentes naturais. Mais recentemente, esta ciência tem fornecido subsídios para a medicina forense e preventiva, quando da contaminação do homem por substâncias prejudiciais à saúde, como radioatividade e metais pesados.Da mesma forma, o geólogo, como qualquer outro profissional, deve estar atento à educação continuada.
Matemática
Há carência de professores, além de boas oportunidades em empresas de informática, telecomunicações e indústrias eletrônicas.
Raciocínio lógico, capacidade de abstração e gosto pela pesquisa são algumas das habilidades necessárias a quem pretende dedicar-se à Matemática. O licenciado pode atuar em escolas de ensino fundamental e médio e, depois de ingressar em cursos de pós-graduação, tornar-se professor universitário ou pesquisador. O bacharel tem a possibilidade de desenvolver novas aplicações para as teorias matemáticas, nos diversos domínios do conhecimento, além de atuar em empresas de informática, telecomunicações e indústrias eletrônicas.
Na área de ensino, principalmente na rede pública, há uma grande carência de professores de Matemática. Os alunos encontram facilidade para realizar estágios, e alguns assumem aulas antes mesmo de se formarem. O essencial é que o formado entenda a prática docente como um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são gerados e modificados continuamente.
O mercado de trabalho para lecionar Matemática é vasto. São necessários profissionais que percebam a educação como uma possibilidade de transformação da realidade brasileira.
Instrumento fundamental em setores como engenharia, economia, computação, mercado financeiro e medicina, o curso de graduação em Matemática também pode ser a porta de entrada para diversos cursos de pós-graduação.
Química
Com três grandes frentes de atuação, o químico lida com a ciência que, para muitos, é o motor das mudanças tecnológicas.
Os profissionais da área química têm três grandes linhas de atuação: o ensino fundamental e médio nas disciplinas de Ciências e Química; a responsabilidade técnica por análises químicas do setor produtivo e o controle de qualidade de matérias-primas e produtos acabados; e o exercício da docência do ensino superior, possível para aqueles que ingressam em programas de pós-graduação. O profissional precisa ter uma formação universitária sólida, que lhe permita atuar em qualquer uma dessas instâncias.
Há na educação de nível médio, uma carência acentuada de professores de Química e as oportunidades de emprego são bastante grandes. Panorama diferente daquele encontrado no ensino superior.
Na área industrial, o mercado permanece estável nos grandes centros. Entretanto, os requisitos são bastante elevados, exigindo-se mais de um idioma estrangeiro, cursos de especialização e experiência na área de interesse do empregador. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, a demanda está principalmente nas multinacionais, enquanto no Interior e em outros Estados as oportunidades aparecem em pequenas e médias empresas, envolvidas basicamente com exportação.
De maneira geral, as habilidades exigidas pelo mercado são: na área industrial, boa formação básica, no mínimo duas línguas estrangeiras – o inglês é imprescindível – e estágios em empresas do setor durante a graduação; no ensino médio, busca-se o profissional que tenha boa didática, cursos de especialização e estágios na área de ensino; e, no ensino superior, além de mestrado e doutorado, o número de trabalhos publicados é um critério bastante valorizado.
Química Ambiental
Espécie de guarda-costas da mãe natureza, este profissional protege o meio ambiente, prevenindo, identificando e reprimindo abusos.
O químico ambiental estuda os processos químicos que ocorrem na natureza, sejam eles naturais ou causados pelo homem, como a poluição, e que comprometem a saúde humana e a do planeta. Esse profissional tem pela frente um campo extremamente promissor, principalmente na área industrial.
Indústrias químicas em geral, de alimentos, cosméticos, sucos e metalúrgicas, entre outras, vêm de forma crescente requisitando profissionais para melhoramento de processos e tratamento de resíduos e efluentes líquidos, bem como para controle e redução de emissões gasosas. Além da indústria, empresas e laboratórios de análise, bem como órgãos governamentais que fazem o controle e verificação dos parâmetros exigidos pela legislação, são também campos de atuação promissores.
O químico ambiental, portanto, não só trabalha com monitoração ambiental, mas também se envolve na elucidação dos mecanismos que definem e controlam a concentração das espécies químicas, devido ao risco que elas representam ao meio ambiente. Entre suas funções, neste contexto, estão a organização e gestão de medidas de proteção ambiental, além da inspeção, controle e trabalho na prevenção e conservação do ambiente e o estabelecimento de medidas corretivas necessárias, recomendando e atendendo as normas estabelecidas pela legislação.
O curso de Química Ambiental gradua, portanto, um bacharel em Química com uma formação voltada para o meio ambiente. Como se trata de uma área interdisciplinar, o formado deve ter como atributo principal, segundo Trabuco, a capacidade de entender o processo de produção e estar capacitado a gerenciar e a propor mudanças e adequações, de forma a reduzir e tratar efluentes.
Entre outras competências, o químico ambiental verifica o funcionamento correto de equipamentos de detecção de contaminantes e tratamento de resíduos, propõe medidas preventivas e planos de higiene industrial e gerencia a aquisição, conservação e uso de equipamentos de proteção individual e coletiva. Cabe a ele ainda zelar pelo controle das emissões atmosféricas e pelo cumprimento das normas de segurança e de higiene química industrial
Pode-se afirmar, assim, que a Química Ambiental empresta uma dimensão socioeconômica à química convencional e permite o estabelecimento de parcerias com outras áreas do conhecimento, como a Geologia, a Ecologia e a Engenharia Ambiental.
Sistemas de Informação
Criando e implantando programas, este profissional possibilita o acesso rápido a dados vitais para o bom funcionamento das instituições.
O bom desempenho de uma empresa ou instituição depende, hoje, essencialmente do fluxo adequado de informações. Em todos os níveis – do operacional ao gerencial –, o acesso aos dados corretos, no momento oportuno, é decisivo para que a organização atinja seus objetivos. Com os avanços tecnológicos acontecendo praticamente a cada momento, pode-se imaginar a importância, neste contexto, dos profissionais de Sistemas de Informação (SI). São eles, afinal, que criam e implantam os programas computacionais que deverão suprir essa necessidade.
Sólida base conceitual em computação, administração e tecnologia de informação são atributos essenciais para conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho. Flexibilidade para entender as diferentes áreas do conhecimento e capacidade de aprendizado contínuo também são essenciais.
Oportunidades existem tanto na iniciativa privada quanto no setor público. Prestação de serviço nas áreas de e-commerce, bancos de dados e Intranet é um campo em expansão. As melhores chances estão nos grandes centros urbanos, principalmente nas capitais e nas regiões onde o desenvolvimento econômico é maior. Como a informática está presente em todos os setores da economia, novas oportunidades surgem a todo momento para os profissionais de SI.
Bacharel em Sistemas de Informação é um profissional de informática com enfoque na área administrativa. Precisa estar apto a desenvolver e a implantar sistemas e redes que viabilizem a distribuição programada de dados. Por isso, seu maior desafio é justamente a aplicação correta das tecnologias de informação nas atividades da organização.
Para obter sucesso na área, é desejável que o candidato tenha raciocínio lógico e uma boa dose de iniciativa. Como o desenvolvimento de programas é um trabalho que requer concentração e capacidade permanente de aprendizagem, a predisposição de estar sempre pronto a mudanças é fundamental. |