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Um dos setores mais promissores da economia, o agronegócio oferece ótimas oportunidades para o profissional da área.

Toda empresa, independentemente de seu porte e do produto ou serviço que oferece, tem como foco o mercado. Para sobreviver e crescer, necessita de profissionais capacitados para planejar, organizar, dirigir e controlar as suas atividades, seja no setor público ou no privado, em empresas com finalidade de lucro ou do chamado terceiro setor, como entidades filantrópicas. Administradores que dominem ferramentas de gestão são cada vez mais necessários, diante de uma realidade dinâmica em que predomina a forte concorrência.

Embora os cursos de Administração de Empresas tenham como foco o universo agropecuário, considerado o setor primário da economia, a atuação de profissionais da área é fundamental também nos setores secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços). O agronegócio desponta como um dos setores mais promissores, havendo excelentes oportunidades para os profissionais da área.

Capacidade de trabalho em equipe e conhecimento técnico, de línguas (principalmente inglês) e de informática são atributos exigidos pelo mercado. O administrador precisa ser tecnicamente capaz de aplicar e desenvolver métodos e técnicas com base nos conhecimentos adquiridos na graduação e na vivência pré-profissional. Uma formação humanista também é importante para se ter uma visão crítica da sociedade e poder atuar na solução dos mais diversos tipos de problemas da organização.

Cabe ao administrador organizar e controlar atividades empresariais, além de definir investimentos e planejar a produção. Especificamente no universo agrário, não basta produzir mais. É preciso fazê-lo da forma mais eficiente possível, com tecnologias adequadas, baixos custos e com a qualidade exigida pelo mercado.

Administração Pública
Com sólida formação generalista, o administrador público propõe políticas nos planos federal, estadual e municipal.

O administrador público atua principalmente no âmbito das instituições públicas e junto às empresas privadas, mas suas ações têm se destacado, também, no universo das organizações não-governamentais (ONGs). Pode ainda, buscar uma complementação de sua formação em programas de pós-graduação, em áreas como a economia, as engenharias e a sociologia.

Para obter sucesso o profissional deve ser criativo, flexível, comunicativo, despojado de preconceitos e hábil negociador. Precisa também ter espírito crítico, saber ouvir mais do que falar, possuir raciocínio lógico aguçado, ter facilidade com números e ser dotado de elevado senso de justiça. O administrador público precisa ser mais generalista do que especialista, pautando-se sempre por princípios de igualdade e justiça social.

Para fazer frente ao crescente processo de municipalização de políticas públicas, o mercado de trabalho, vem apresentando um sensível crescimento da demanda por profissionais da área de administração pública. Os municípios são, portanto, importante possibilidade de colocação para os profissionais da área. As ONGs têm absorvido grande número de administradores públicos.

O mercado demanda, cada vez mais, profissionais com visão ampla do mundo e aptos a relacionar diversos elementos que envolvam pessoas, materiais, recursos disponíveis e competência técnica para realizar o objetivo proposto. Essas competências são essenciais, por exemplo, quando se trata de escolher o melhor lugar para construir um posto de saúde ou a elaboração do melhor traçado de uma estrada. O local selecionado, a população beneficiada e a manutenção do serviço em termos de infra-estrutura e recursos humanos são variáveis que não podem ser deixadas de lado.

O Distrito Federal e as capitais estaduais são os locais onde surgem as maiores oportunidades profissionais. Esses locais abrigam as estruturas administrativas responsáveis pela tomada das mais diversas decisões, que incluem, por exemplo, as numerosas variáveis envolvidas desde o projeto até a execução de uma obra pública.

Arquitetura e Urbanismo
Com visão crítica, o arquiteto integra as pessoas ao meio ambiente e promove a diminuição das desigualdades sociais.

A arquitetura tem como uma de suas principais tarefas promover o conforto e o bem-estar do ser humano. Nesse sentido, busca estabelecer uma adequada integração das pessoas ao meio ambiente e um aproveitamento racional dos recursos naturais. Dependendo das dimensões e complexidade do projeto, a arquitetura tem impactos em seu entorno, na cidade e mesmo sobre uma região. O arquiteto não pode apenas gerar espaços internos confortáveis ou fachadas esteticamente adequadas. As conseqüências decorrentes da implantação de uma edificação devem ser pensadas desde a fase inicial do projeto.

O mercado de trabalho, na área, vive um momento altamente promissor. O filão mais evidente são os órgãos públicos, como as prefeituras, onde o arquiteto encaminha soluções de problemas em setores como habitação, elaboração de plano diretor e meio ambiente.

O arquiteto necessita estar habilitado a trabalhar com equipes interdisciplinares e ser capaz de conhecer, analisar, formular, gerenciar e avaliar ações e políticas públicas que coloquem a questão urbana como elemento central da promoção da qualidade de vida e da diminuição das desigualdades.

Arquivologia
Pautado por uma visão crítica e humanista, o arquivista identifica, avalia, seleciona, organiza e preserva documentos.

Fatos históricos, legais e jurídicos vêm conscientizando cada vez mais governantes, empresários e educadores da importância da preservação da documentação de empresas e instituições, sejam elas públicas ou privadas. Cabe ao arquivista justamente preservar documentos em busca de uma melhor compreensão do presente e, conseqüentemente, reunir subsídios para planejar o futuro. O mercado para profissionais especializados na área de Ciência da Informação está em expansão contínua.

O arquivista é o profissional que objetiva o conhecimento da natureza dos arquivos, das teorias, métodos e técnicas a serem observados na sua constituição, organização, desenvolvimento e utilização. Ele identifica, avalia, seleciona, organiza e preserva qualquer tipo de documento, em forma de papel, foto, filme, microfilme, disquete, CD-ROM e bancos de dados on-line.

O mercado exige, portanto, um profissional crítico que atue tanto na construção como na difusão do conhecimento. Como ele tem de avaliar a importância dos documentos, necessita de uma base cultural sólida. Também precisa de conhecimentos teórico-metodológicos sobre gestão documental e boa formação em informática.

Para atender às demandas do mercado, o arquivista deve aliar uma formação humanista a conhecimentos tecnológicos e gerenciais. As melhores oportunidades para quem atinge esse perfil estão em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, centros urbanos onde se concentram órgãos públicos com arquivos de vários níveis de governo, além de importantes arquivos privados.

O profissional da área pode trabalhar em arquivos históricos, administrativos e empresariais, além daqueles pessoais e dos que são administrados por centros de documentação e memória. Existem ainda os arquivos de natureza mais especializada, como os médicos. Em todo esse universo, é grande a importância das novas tecnologias como ferramentas para o aperfeiçoamento profissional.

Artes Visuais
Museus, galerias, editoras, revistas e jornais, além do ensino superior, multiplicam as oportunidades para esse profissional.

Vai longe o tempo em que, ao formado em Artes Visuais, restavam apenas os pincéis e uma tela em branco pela frente. Hoje, inúmeras atividades em museus, galerias e editoras, além, é claro, do ensino e da pesquisa em instituições de ensino superior, multiplicam as possibilidades de inserção desse profissional no mercado de trabalho. A área de informática, especialmente o setor de multimídia, abre aos formandos diversas oportunidades, outro caminho, apesar das dificuldades para novos talentos, é a carreira de artista plástico propriamente dito, expondo e vendendo trabalhos em galerias de arte.

Para conseguir colocação no mercado de trabalho, o formado deve reunir o conhecimento e a capacidade de expressão no campo das artes plásticas e da multimídia ao conhecimento teórico em filosofia da arte (estética) e história da arte.

Paralelamente às suas atividades criativas, o aluno de Artes Visuais dedica horas ao estudo teórico e à pesquisa. A criação artística é vista sob dois momentos fundamentais e complementares: o técnico, que abrange o relacionamento do artista com os seus meios, e o simbólico, que envolve as complexas relações arte-sujeito e arte-sociedade.

Alguns formados se dedicam à crítica de arte, atuando em jornais e revistas especializadas, ou ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas. Há ainda os graduados que atuam na área de organização de eventos culturais como mediadores entre diversos tipos de mostras e os mais variados públicos, e os que optam por dar aulas. Desde o primeiro ano, o aluno do curso de Artes Visuais pode trabalhar como monitor em museus, galerias e centros culturais.

Biblioteconomia
Espécie de “guardião do saber”, o bibliotecário coleta, organiza e difunde todo o conhecimento reunido pela Humanidade.

Embora a imagem do bibliotecário ainda seja, muitas vezes, associada apenas à catalogação e classificação de livros em ambientes escuros, a tendência da profissão é trabalhar cada vez mais com ferramentas tecnológicas e digitais, atingindo nichos de mercado como a Internet, que exige organização, disseminação e atualização da informação contida em seus sites. O mercado de trabalho, visto neste contexto, está em franca expansão e abrange escolas públicas e privadas de ensino fundamental, centros de cultura, lazer e documentação e bibliotecas especializadas, além de bancos de dados e organizações com redes Intranets.

O bibliotecário trabalha com a informação, matéria-prima considerada essencial para o desenvolvimento socioeconômico e cultural. Sua especialidade é pesquisar, desenvolver e utilizar os mais eficazes métodos para tratar a informação, visando a sua recuperação e disseminação em diferentes formas, como livros, periódicos, slides, fotografias, mapas, partituras e discos ópticos. Para lidar com todas essas atividades, o bibliotecário necessita ter uma ampla formação cultural. O mercado exige que ele seja dinâmico e esteja atento a inovações.

Visto hoje como um profissional de informação, o bibliotecário necessita também ter conhecimentos específicos na área, como catalogação, classificação, indexação, análise documentária, domínio de informática e língua inglesa. Espírito investigativo e criatividade também são essenciais.

O profissional da área pode, entre outras atividades, organizar bibliotecas, selecionar e tratar a informação nos mais diferentes meios, além de promover atividades de cultura, educação e lazer. Devido a suas amplas áreas de atuação, ele necessita identificar-se com atividades administrativas e de gestão.

Ciências Econômicas
Mercado em constante transformação pede profissional atualizado e bem informado.

O mercado de trabalho para o formado em Ciências Econômicas é bastante diversificado. podendo atuar em empresas, bancos, no mercado financeiro, em sindicatos, instituições públicas e não-governamentais, universidades, consultorias e assessorias.

Para conseguir espaço no competitivo mercado de trabalho, o profissional necessita ter boa formação teórica e prática e capacidade para enfrentar e resolver os novos problemas típicos do cotidiano. Se for trabalhar no setor público, nas esferas federal, estadual e municipal, necessita ter elevado espírito de cidadania. O maior desafio do profissional é compreender o intrincado jogo econômico. Afinal, decisões tomadas pela equipe econômica de um país afetam a vida de todos os cidadãos. Para poder participar dessas decisões ou para interpretar melhor o que ocorre na esfera econômica, o formado necessita dominar vocábulos específicos que englobam o funcionamento e as conseqüências de variáveis como congelamentos, confiscos e recessões. Isso demanda, além de estudo constante, acompanhamento periódico das notícias nos jornais e nas revistas de grande circulação, sobretudo da área financeira, como o movimento das cotações nas principais Bolsas de Valores do mundo e do País.

Tudo isso é importante para que o cientista econômico busque não ser pego de surpresa por algum fato que envolva o seu trabalho. Quanto mais elementos ele puder reunir, maiores possibilidades terá de identificar novas tendências e sugerir medidas que possibilitem o desenvolvimento econômico-social. O profissional da área, portanto, enfrenta questões pertinentes à macroeconomia, como o controle da inflação, além de aspectos microeconômicos do setor privado, seja em indústrias, seja em empresas de diversos segmentos da economia.

A atuação do economista, por ser abrangente, exige do profissional interesse tanto pela área de Ciências Humanas – história, política, sociologia e direito – quanto pela de Ciências Exatas, precisamente matemática e estatística. Para ampliar suas chances no mercado, deve buscar a realização de cursos complementares, como uma língua estrangeira, além de procurar desenvolver trabalhos de pesquisa durante o curso de graduação.

Ciências Sociais
Transformações sociais e políticas aquecem mercado e multiplicam oportunidades para o cientista social.

Além de terem promovido uma transformação radical no planeta, as duas grandes revoluções do século XVIII – a Industrial e a Francesa – trouxeram em seu bojo as Ciências Sociais. Elas surgiram para tentar restaurar a ordem social colocada de pernas para o ar pelas duas sublevações. O cientista social é, portanto, o profissional que procura entender o homem como ator coletivo, inserido e atuante em grupos e organizações. Hoje, além de atuar na área das relações humanas das empresas, o cientista social também pode se dedicar a pesquisa, docência, assessoria, consultoria organizacional e ao planejamento.

O potencial de trabalho no Brasil é promissor, principalmente quando levamos em conta as recentes transformações sociais e políticas ocorridas na sociedade, existem várias áreas de atuação onde este profissional pode desempenhar suas capacidades intelectuais e colocar em prática os conhecimentos adquiridos na faculdade.

Áreas ambiental, legislativa, de planejamento urbano, opinião pública e mercado, recursos humanos, educação, saúde pública e direitos humanos. O cientista social pode ainda encontrar colocação em instituições, governamentais ou não, que tratem da questão agrária e da reforma agrária.

Para melhor aproveitar as oportunidades que o mercado oferece, o cientista social deve ser versátil e criativo e estar em constante aperfeiçoamento. Do profissional formado em Ciências Sociais, por força da dinâmica da produção de conhecimento na sua área, sempre será exigido que continue estudando e, na medida das possibilidades, desenvolvendo pesquisas sociais. Além disso, as Ciências Sociais são uma área do conhecimento que requer atenção aos acontecimentos do cotidiano, sejam eles culturais, sociais, econômicos ou políticos.

Desenho Industrial
Moderador entre os interesses do fabricante e as necessidades do usuário, este profissional assegura o equilíbrio entre beleza e praticidade.

A concepção de desenho industrial surgiu no final do século XVIII, na esteira da Revolução Industrial. Incontáveis produtos, até então manufaturados, passaram a ser, praticamente da noite para o dia, fabricados por máquinas. Com a produção em série, tornou-se necessário planejar a concepção dos objetos de modo econômico e funcional. Inicialmente, isso foi feito de maneira empírica, tosca – quer dizer, por erros e tentativas. Hoje, transcorridos dois séculos, a variada gama de objetos produzidos pela indústria é antecedida por longos e minuciosos estudos e por uma infinidade de anteprojetos, que buscam equilibrar praticidade, conforto e beleza. O profissional que busca alcançar esse delicado equilíbrio, levando em conta a relação de cada objeto com o usuário e com o ambiente, é o designer.

Há, também, uma segunda possibilidade de atuação para esse profissional: a Programação Visual, responsável, em última análise, pela criação de imagens. O que caracteriza essa área é a bidimensionalidade, em contraposição à tridimensionalidade do Projeto do Produto. O designer que optar por essa área vai atuar na produção gráfica de cartazes, outdoors, marcas, logotipos, capas de CDs, jornais e revistas e em sistemas de sinalização, de trânsito ou de eventos.

Qualquer que seja a habilitação escolhida, porém – Projeto do Produto ou Programação Visual –, para obter sucesso nessa carreira é preciso habilidade com o desenho, até porque o candidato terá que fazer uma prova de aptidão. Geralmente, os designers trabalham de forma autônoma, prestando serviços para várias empresas. A atuação como webdesigner – profissional que cria páginas para a Internet – é recente e está em expansão. Há, também, o trabalho tradicional em parques gráficos e serviços sazonais em prefeituras ou empresas, quase sempre ligados a eventos.

Direito
Mercado seletivo pede profissional com ampla cultura jurídica, conhecimentos econômicos, raciocínio crítico e postura ética.

Há duas áreas principais para a atuação do advogado: a contenciosa, que envolve a prática forense para resolver conflitos, e a preventiva, que inclui a análise ou a avaliação de situações e a posterior orientação de clientes. Nesses casos, a aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, é essencial.

Outras opções são as de defensor público (atua em favor daqueles que não têm como arcar com os honorários), delegado de polícia federal ou estadual, magistrado na Justiça Comum (federal ou estadual) e na Justiça Federal (militar, eleitoral e do trabalho). O formando em Direito pode ainda ser procurador do Estado (defende os interesses estaduais em juízo) ou da República (atua em casos de ordem pública na área federal), promotor de justiça (defende os interesses da sociedade) e professor universitário, atividade que exige mestrado e doutorado. Advogados também podem ser diplomatas e fiscais, além de exercer outras profissões que exijam curso superior.

Para obter boa colocação no mercado de trabalho, o formado precisa ter ampla cultura jurídica e geral, além de estar informado sobre a atualidade. Mesclar conhecimentos jurídicos aos econômicos e de administração torna-se essencial para que o advogado não seja um mero técnico”, aponta Elisabete. Raciocínio crítico e postura ética também são atributos muito importantes. Atualmente, profissionais de áreas como Direito do Consumidor e Ambiental vêm sendo bastante procurados.

Como é comum em países como EUA e França, os advogados brasileiros estão deixando de ser chamados apenas na hora de resolver problemas, passando a ser consultados por pessoas e empresas antes que elas tomem decisões. Por isso, integrar associações de classe, redigir artigos para publicações especializadas e se fazer presente em debates e palestras são algumas dicas para começar a se colocar no mercado de trabalho.

Educação Artística, Artes Cênicas e Música
O momento é bom, sobretudo para quem vai dar aulas. Mas há oportunidades, também, em museus, galerias, ONGs e projetos sociais.

Aptos a lecionar em escolas públicas e privadas, de ensino fundamental e médio, e a atuar como multiplicadores culturais em ateliês, oficinas de arte, museus, galerias, eventos e projetos sociais, os arte-educadores vêm sendo cada vez mais reconhecidos pelo mercado.

No Estado e no Município de São Paulo, há um grande leque de oportunidades. A rede de ensino estadual estabeleceu, em 2003, a obrigatoriedade de arte-educadores atuarem na disciplina Educação Artística no ensino fundamental, enquanto a Prefeitura, com seus Centros de Educação Unificados (CEUs), também criou mais vagas.

Além disso, as escolas de ensino fundamental e médio, na esfera estadual paulista, ou pontual, em nível municipal, estão desenvolvendo projetos de ocupação durante o final de semana com diversas atividades coordenadas por arte-educadores.

O mercado exige do arte-educador dois conjuntos de competências: saber ensinar técnicas de procedimentos artísticos – seja pintura, tecelagem, escultura ou música – e capacidade de aprofundamento de conceitos relacionados à formação de valores, como a ética.

Filosofia
Mercado apresenta novas oportunidades para o filósofo, seja no Bacharelado, seja na Licenciatura.

As indagações do homem sobre as suas origens, a respeito do significado do mundo e da existência humana são o princípio de todo estudo filosófico. Mas as reflexões do filósofo não se encerram nestes aspectos. Envolvem ainda as mais diversas abordagens e a discussão de conceitos e pensamentos que, desde os clássicos gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, até hoje, relacionam os universos das idéias, da ética, da política e da cultura, suscitando todo tipo de indagação. Esses questionamentos são todos tratados nos cursos de Filosofia, que podem ser feitos em duas modalidades: bacharelado ou licenciatura. No caso da licenciatura, o licenciado pode ministrar aulas no ensino médio, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia.

Quanto ao bacharelado, as oportunidades de trabalho imediatamente após a conclusão do curso são menores. O bacharel é um profissional que se direciona à pesquisa. Nesse aspecto, busca a continuidade de seus estudos, principalmente em programas de pós-graduação em Filosofia ou em outras áreas das ciências humanas. Com a expansão da rede universitária privada, nas duas últimas décadas, foram abertas novas vagas para lecionar Filosofia em cursos universitários. Além da docência e da pesquisa universitária, o professor de Filosofia pode atuar, informalmente, na mídia, alimentando o debate cultural e político.

Os principais atributos exigidos pelo mercado de trabalho, para os formados em Filosofia, variam para licenciados e bacharéis. Para os primeiros, a demanda é um bom domínio da História da Filosofia. Dos bacharéis, espera-se, além do conhecimento dessa disciplina, o domínio de outras diretamente relacionadas à sua área de pesquisa, que o ajudarão a desenvolver um bom projeto de mestrado.

Geografia
Reunindo ampla e variada gama de conhecimentos, esta ciência facilita a inserção do profissional no mercado de trabalho.

Para muita gente, a Geografia ainda é aquela ciência que se ocupa apenas de mapas, nomes de países, rios e seus afluentes, lagos, oceanos e montanhas. Ela ainda investiga os mais diversos aspectos físicos do planeta, claro, mas vem se debruçando, mais e mais, sobre questões ambientais e sociais, preocupando-se com a ação do homem no espaço que o rodeia. O geógrafo é o profissional que auxilia a sociedade a compreender melhor o mundo em que vive.

Os aspectos espaciais considerados em perspectiva social ou ambiental estão mais evidentes, e o geógrafo é o profissional melhor qualificado para a análise destas questões e implementação de possíveis soluções. A Geografia reúne uma ampla e variada gama de conhecimentos, com grandes possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

Quem cursa Geografia pode fazer apenas a licenciatura – e trabalhar como professor nas escolas das redes oficial e particular, no ensino fundamental e médio –, ou optar pelo bacharelado – e atuar como técnico em órgãos públicos, como prefeituras, nas quais integrará equipes dedicadas ao planejamento urbano.

O universo da Geografia é igualmente fascinante na academia ou no mundo empresarial, e tudo vai depender das características da pessoa Qualquer que seja a opção feita, o geógrafo terá que se empenhar numa busca permanente por novos conhecimentos, buscar a formação continuada. E o ambiente da pesquisa é um dos caminhos que lhe fornecem esta possibilidade.

História
Mercado aquecido oferece boas oportunidades ao historiador, na Licenciatura e no Bacharelado.

Num mundo que tem se ocupado, cada vez mais, em fazer projeções, sempre de olho em possibilidades futuras, o passado tornou-se, paradoxalmente, da maior importância. A avalanche de informações que a Internet e a televisão, principalmente, nos despejam sobre a cabeça, diariamente, só fará sentido se forem iluminadas pelos fatos que as antecederam. Compreendem-se melhor os rumos tomados pela política, pela economia ou pela cultura das nações na medida exata em que se conhece o contexto em que elas se desenvolveram. E é este, justamente, o trabalho do historiador: debruçar-se sobre acontecimentos passados de forma a retirar dali lições proveitosas para o presente e o futuro.

Quem cursa História pode optar pela Licenciatura, dedicando-se à atuação na área de ensino fundamental e médio, ou pelo Bacharelado, que habilita o historiador a fazer pesquisa em centros de estudo e museus ou a desenvolver pesquisa e gestão documental.

O mercado está em expansão: Muitas oportunidades de trabalho estão surgindo em escolas e universidades do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. As melhores oportunidades estão mesmo nas universidades, onde o historiador pode desenvolver uma atividade de pesquisa complementar à de ensino. Outra opção, pouco explorada, é a participação em programas de turismo histórico, onde o historiador pode elaborar roteiros e selecionar locais para visitas.

Jornalismo
Uma corrida apaixonada contra o tempo, para flagrar a notícia no exato instante em que ela acontece.

Esta não é, decididamente, uma profissão para espíritos acomodados. Vulnerável, como poucas, às oscilações da economia, exigente, sem horários definidos e nem sempre bem remunerada, oferece, por outro lado, uma carreira das mais fascinantes. A grande concorrência no mercado de trabalho não impede que estudantes bem formados encontrem seu lugar num bom jornal, rádio, TV ou assessoria de imprensa.

O mercado, sobretudo no eixo Rio–São Paulo, é bastante disputado. Mas ainda há boas oportunidades, em emissoras de rádio e televisão, em redações de jornais e revistas e em assessorias de imprensa.

Apesar da polêmica sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, é inegável a necessidade de uma boa formação e de uma sólida cultura geral para sair-se bem diante dos desafios impostos pelo mercado. Mesmo que o diploma deixe de ser obrigatório, os jornalistas que formamos estarão muito bem preparados para assegurar seu espaço.

Embora não sejam determinantes, algumas características pessoais são desejáveis no futuro profissional da imprensa: Um bom jornalista deve ser comunicativo, curioso, ter espírito investigativo e prazer em se manter constantemente bem informado sobre os mais diferentes assuntos, também é desejável que ele tenha uma postura crítica diante do que ocorre ao seu redor, saiba respeitar a diversidade de opiniões e tenha uma boa formação humanística. O jornalista deve ser um profissional em constante formação. Dominar e aperfeiçoar cada vez mais seus instrumentos de trabalho e obter cada vez mais conhecimentos específicos e gerais deve ser meta constante, dada a natureza dinâmica da comunicação.

Além dos empregos tradicionais, o jornalista pode abrir empresas de comunicação ou assessoria, sozinho ou em parceria com colegas. É uma alternativa promissora.

Letras
Expansão do ensino médio e superior aquece mercado e multiplica oportunidades para o profissional da área.

Com o crescimento do ensino médio e do ensino superior privado, o mercado de trabalho vem absorvendo rapidamente os profissionais formados em Letras. Paralelamente, vem ocorrendo um aumento do interesse, por estrangeiros, pelo estudo da língua portuguesa falada no Brasil, abrindo novas oportunidades de aula e de produção de material didático.

O aluno precisa, no entanto, ter bem claras as diferenças entre obter o bacharelado e a licenciatura em Letras. No primeiro caso, o profissional é formado para atuar em diversas áreas que utilizam a linguagem, mas cuja principal preocupação não é o ensino. Já na licenciatura, a preparação é para a atuação no ensino médio e fundamental de língua materna e literaturas brasileira e portuguesa.

Escolas preparatórias para exames vestibulares, escolas de idiomas e, se tiver iniciado estudos de pós-graduação, escolas de nível superior são outras opções para os licenciados. Para ser professor, o futuro licenciado cursa disciplinas que não estão presentes no bacharelado, como Psicologia da Educação, Didática, Estrutura e Funcionamento do Ensino Médio e Fundamental e Práticas de Ensino.

O bacharel em Letras não pode lecionar, mas reúne condições de atuar em editoras, jornais e revistas, como revisor e editor de textos. Pode, também, prestar auxílio em áreas como Tradução, Direito, Jornalismo, Ciências Sociais e História. Outros caminhos são a assessoria de roteiros de filmes e o auxílio na preparação de atores, no que diz respeito à representação da fala regional ou de outras línguas.

Para se iniciar no mercado de trabalho, o aluno pode começar a dar aulas particulares, trabalhar como corretor de redações em cursinhos pré-vestibulares e ampliar seu conhecimento com visitas a museus, galerias de arte e exposições. Domínio de informática, da Internet e de língua inglesa são habilidades importantes, assim como interesse por fatos da cultura, da arte e das literaturas nacional e internacional.

Letras-Tradutor
Ao facilitar o diálogo entre diferentes nações, o tradutor democratiza o conhecimento produzido em todo o planeta.

Num mundo cada vez mais globalizado, em que a necessidade de comunicação entre os povos é essencial, os tradutores são peças fundamentais. Com a formação de blocos regionais, como o Mercado Comum do Sul (Mercosul), que integra Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o mercado de trabalho na área apresenta melhores oportunidades. Numerosas empresas, dos mais diversos ramos, passaram a utilizar o trabalho de tradutores. O profissional da área precisa reunir dois requisitos essenciais: uma excelente formação e a consciência de que a atualização contínua para desempenhar bem a sua atividade é indispensável.

Tradutores autodidatas, sem formação universitária, mas com décadas de experiência, ainda são as grandes estrelas do mercado, mas o espaço para os formados vem aumentando progressivamente e muitos, ao revelar competência, se destacam logo no começo da carreira profissional. As melhores oportunidades de emprego estão nos grandes centros e nos Estados que abrigam multinacionais.

Gosto pela leitura, curiosidade sobre outras culturas e observação das semelhanças e diferenças entre as línguas são atributos importantes para quem deseja ganhar espaço. Paciência e determinação para encontrar palavras e expressões que transmitam, da melhor maneira possível, o seu sentido na língua em que foram originalmente expressas são outras características necessárias aos tradutores.

Outras áreas promissoras de atuação para o tradutor são a legendagem de filmes e as escolas, onde o formado pode atuar como professor. Depois de fazer uma pós-graduação, o ensino universitário e a pesquisa são outras opções. Oportunidades também existem como intérprete em eventos, área em expansão pela necessidade de um convívio cada vez maior de profissionais brasileiros de vários setores com parceiros de outros países.

Ainda nessa linha de atuação, a tradução simultânea em conferências e entrevistas também se torna uma oportunidade em ascensão no mercado de trabalho, assim como a de tradutor público juramentado, após aprovação em concurso. O mais importante é que o profissional tenha em mente que seu maior desafio é estender pontes entre idéias e conhecimentos em diferentes línguas.

Música
A vida do músico não costuma ser das mais fáceis, e não raro ele mantém dois ou mais empregos. Mas que privilégio poder trabalhar com aquilo que se ama!

A criação do Conservatório de Música pela Sociedade Musical do Rio de Janeiro, em 1841, marca o início do ensino oficial de música no País. Mas foi apenas com a revolução de 1930, quando a vida universitária foi reorganizada, que o Instituto Nacional de Música veio somar-se aos cursos de Medicina, Direito e Engenharia da Universidade do Rio de Janeiro. E, apesar de o ensino de música ter mais de um século e meio, a profissão de músico é relativamente nova no Brasil, pois só foi regulamentada em 1960.

De lá para cá, pouca coisa mudou no dia-a-dia do músico, e a maioria mantém mais de um emprego para a sua manutenção. É comum que um músico atue em uma orquestra, por exemplo, e dê aulas particulares ou em uma escola. A vida desse profissional pode não ser lá muito fácil, mas que privilégio poder trabalhar com aquilo que se ama!

Para conseguir aprovação no vestibular, é preciso ter noções práticas da habilidade escolhida: Instrumento, Canto ou Composição e Regência. Como o ensino fundamental e o médio não contemplam a Música, os candidatos com maiores chances de aprovação são aqueles que já chegam com alguma experiência. Quem opta por Composição e Regência, por exemplo, tem que apresentar uma composição, ainda que simples, já na prova de aptidão. Independentemente da faixa etária, os alunos de Música têm uma característica comum: conciliam as aulas com o trabalho, desde as fases iniciais.

Formados, geralmente trabalham como autônomos, na habilitação escolhida, ou combinando com as demais, já que o curso favorece a formação diversificada. As frentes de atuação abrangem, além de orquestras, teatro, ópera, corais, grupos folclóricos, transcrição de partituras, organização de eventos musicais, ensino e pesquisa. Apesar de os mercados no Exterior serem relativamente fechados, alguns músicos brasileiros têm feito pós-graduação em outros países.

Pedagogia
O campo de atuação do pedagogo é amplo e estável, mas a carreira exige determinação e uma certa dose de idealismo.

Com sua missão de formar docentes para atuar na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental, a Pedagogia tem sido, entre as carreiras oferecidas pelas faculdades, uma das que mais têm sofrido alterações. Isso porque as funções da docência cada vez mais exigem um profissional dinâmico que, além de atuar em sala de aula, também seja capaz de planejar e desenvolver ações relacionadas à sua área de atuação. É preciso que o pedagogo se envolva criticamente com a docência.

As atuais propostas educacionais para o ensino brasileiro estão reunidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. Essa lei prevê, entre outras mudanças, que até 2006 todos os professores de escolas públicas e particulares tenham formação universitária.

O ensino de Pedagogia, além de preparar para a docência, capacita para atuar na administração escolar e na supervisão. O pedagogo pode, ainda, trabalhar como orientador ou educador de alunos especiais. O campo de atuação é amplo e o mercado de trabalho, estável, mas a carreira exige determinação e idealismo. O pedagogo é um profissional habilitado a atuar no ensino, na organização e gestão de sistemas, em unidades e projetos educacionais e na produção e difusão do conhecimento, em diversas áreas da educação.

Psicologia
Além de sólida formação, será preciso boa dose de criatividade para enfrentar a concorrência no mercado de trabalho.

Uma boa medida para o candidato saber se tem ou não afinidade com o curso de Psicologia é avaliar a forma como lida com os próprios problemas. Todos enfrentamos dificuldades em nosso dia-a-dia, mas algumas pessoas demonstram interesse especial em rastrear a origem desses problemas e, mais ainda, em encaminhar uma solução para eles.

Seja qual for a opção que fizerem, no entanto, a matéria-prima dos psicólogos é basicamente a mesma: as relações humanas. Percebe-se, dessa forma, que trabalho é o que não vai faltar. Há um elevado número de cursos sendo oferecidos, e o mercado está próximo à saturação. Por isso, é preciso muita criatividade para dar consistência a determinado método de investigação e fazer com que ele se aplique à diversidade populacional.”

A complexidade das disciplinas que compõem a formação acadêmica de um psicólogo, hoje, exige extrema dedicação ao longo do curso. Muitos alunos participam de grupos de estudo extraclasse, para aproveitar melhor o conteúdo que têm em aula. Estágios voluntários e sessões de análise também são recursos utilizados para ampliar as chances de colocação no mercado.

Embora a oferta institucional seja deficiente, os psicólogos têm tido importância crescente em diversos segmentos, como educação, saúde, recursos humanos, trabalho, esportes e hospitalar. Até o final da década de 1980, quase vinte anos após a regulamentação da profissão no Brasil, os psicólogos concentravam-se essencialmente em consultórios. Hoje, a atuação é bastante diversificada e a maioria dos profissionais concilia atividades privadas e públicas.

Publicidade e Propaganda
A missão deste profissional é vender o produto do cliente. Para isso ele planeja estratégias para campanhas publicitárias, divulga anúncios nos diversos meios de comunicação. É uma área bem diversificada, pois além do setor de criação, abrange o atendimento, pesquisa de mercado, arte, redação e ainda, administração e custos. O mercado anda bem concorrido e as estrelas são bem poucas.

Áreas de atuação:

Atendimento: trabalha como elo entre a agência e o cliente, identificando suas necessidades e a melhor campanha.
Criação: elabora toda a campanha publicitária para produto.
Administração de produto: gerencia toda a campanha e marketing do produto.
Marketing: planeja estratégias de vendas, desde a campanha até a aproximação do público com o consumidor.
Mídia: decide qual o melhor meio de comunicação para veicular a campanha.
Pesquisa: realiza levantamentos junto ao consumidor, do mercado em geral e da concorrência.
Duração média do curso: 4 anos

Radialismo
O mercado é disputado, mas não faltam oportunidades. Sobretudo para os mais criativos e para os que saibam trabalhar em equipe.

O formado em Comunicação Social com habilitação em Radialismo pode atuar em quatro grandes mercados: a indústria da cultura (jornalismo em rádios e televisões comerciais); o universo institucional e do terceiro setor; a área de multimeios e audiovisual digital; a pesquisa científica e a docência.

O profissional de rádio – que atua, igualmente, na TV – encontra espaço nas produtoras independentes, como roteirista, produtor, diretor de elenco, cenógrafo, fotógrafo, continuista e sonoplasta. Há ainda vagas na área técnica, como diretor de imagens, iluminador e operador de VT, de câmara e de áudio.

É consenso entre os três que o radialista precisa ter, além dos conhecimentos específicos da área de produção audiovisual, boas doses de perseverança, dedicação, espírito de trabalho em equipe, planejamento e organização.

Além dessas qualidades, é indispensáveis ao pleno exercício da profissão: criatividade, sensibilidade e bom senso para eleger prioridades. O gosto pela leitura e humildade suficiente para aprender com os profissionais que já estão no mercado também são desejáveis.

As melhores oportunidades de trabalho ainda estão nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Produções independentes, no entanto, acontecem em praticamente todas as cidades que possuem uma emissora de rádio ou TV, e surgem muitas chances na produção de anúncios publicitários e vídeos empresariais.

Relações Internacionais
Formação ampla, adequada às necessidades da economia e da política, garante rápida inserção no mercado de trabalho.

A demanda pelo profissional de Relações Internacionais continua em claro crescimento, tanto na esfera pública quanto na área privada. Mas é principalmente no chamado terceiro setor, com as organizações não governamentais (ONGs), que se encontram as melhores oportunidades. A exigência da presença de um graduado em Relações Internacionais tem se tornado uma necessidade na origem das novas organizações.

Prefeituras de cidades médias, por exemplo, têm criado assessorias de Relações Internacionais com o intuito de melhorar a inserção internacional da comunidade. Governo e empresas têm interesse no profissional de Relações Internacionais, porque ele possui uma formação abrangente, adequada às necessidades da economia, da política e da sociedade atuais.

O profissional de Relações Internacionais tem características muito diferentes das do diplomata (porta-voz dos interesses do Estado que ele representa) e do graduado em Comércio Exterior (especialista em gestão comercial). Deve ser capaz de compreender e intervir no debate contemporâneo de forma crítica. Quem se interessa pelo ensino e estiver disposto a cursar uma pós-graduação, tem amplo caminho pela frente, pois o número de cursos está aumentando no País e há forte procura por professores.

O formado precisa ser capaz de compreender a linguagem e as relações dos fenômenos internacionais. A partir desta compreensão, pode projetar tendências, construir cenários futuros e assessorar ou formular políticas que levem ao futuro desejado.

Excetuando-se as cidades que tradicionalmente exigem a presença do profissional de Relações Internacionais, como Brasília e as capitais dos Estados, as melhores oportunidades de trabalho costumam surgir nas cidades que comercializam os produtos que elas mesmas fabricam e que, na atual política econômica globalizada, tem no mercado externo a principal oportunidade de desenvolvimento.

Regiões de conflitos sociais, como o Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e a Amazônia, vêm exigindo a presença de profissionais de cunho internacionalista. Há, nelas, o desenvolvimento de ONGs de proteção a minorias e ao ambiente. E o formado em Relações Internacionais torna-se muito útil por realizar a ponte entre questões nacionais e internacionais e pela sua habilidade como negociador.

Relações Públicas
Estabelecendo elos duradouros entre organizações e seus públicos, o RP passa a ser mais valorizado e conquista maior espaço no mercado.

A globalização trouxe para a profissão de Relações Públicas uma nova dinâmica. Os diferentes públicos estratégicos – acionistas, mídia, comunidade, governo e diferentes consumidores e interlocutores – vêm interagindo cada vez mais com as organizações. Nesse universo de interesses, há valores intangíveis que afetam as empresas no mercado, global ou local: credibilidade, reputação e imagem (ou conceito) que os públicos têm das organizações. É aí que atua o profissional de Relações Públicas. Ele vem sendo mais e mais valorizado, e à medida que o mercado conhece melhor as suas competências passa, gradativamente, a considerá-lo indispensável.

O relações públicas ajuda justamente a construir elos harmônicos e duradouros entre as organizações e os seus públicos. Ele administra estrategicamente programas de comunicação e resolve conflitos, promovendo o equilíbrio entre os interesses da organização e seus públicos.

O profissional de Relações Públicas precisa ser capaz de assumir responsabilidades: pela administração do relacionamento das organizações, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor, por meio de estratégias de comunicação; e pela elaboração de diagnósticos, prognósticos, estratégias e políticas voltadas para o aperfeiçoamento das relações entre organizações, grupos organizados e a sociedade em geral.

O rol de atribuições de um relações públicas, na verdade, é bastante extenso: ele deve ter competências profissionais, sociais e intelectuais para desenvolver atividades de criação, produção, distribuição, recepção e análise crítica das mídias e de suas inserções culturais, políticas e econômicas; conhecer as demandas sociais; ser capaz de se adequar à complexidade e velocidade do mundo atual; ter visão integradora e genérica; ser especializado no seu campo de trabalho; saber utilizar criticamente o instrumental teórico e prático oferecido em seu curso; e ter capacidade de se posicionar do ponto de vista ético-político sobre o poder da comunicação e suas repercussões sociais.

Serviço Social
Com base na Constituição Federal, o assistente social busca a implementação da cidadania, garantindo os direitos da população.

Compromisso, ética e conhecimento, unidos em defesa dos direitos sociais, é o eixo que move o Serviço Social. Por isso, os profissionais da área devem estar preparados para contribuir na formulação de políticas sociais públicas, com a organização e mobilização da sociedade civil, tendo em vista o desenvolvimento da cidadania. O mercado de trabalho do assistente social se concentra nas áreas de saúde, assistência social e previdência, onde o profissional desenvolve sua atuação por meio de atendimentos individualizados, atendimentos familiares, trabalhos grupais e comunitários, visitas domiciliares e institucionais.

Os profissionais devem ter como referência a assistência social enquanto um direito de todo cidadão e dever do Estado, garantido na Constituição Federal de 1988 e regulamentado na Lei Orgânica de Assistência Social, sancionada em 1993. Trabalham baseados nessa legislação, buscando a implementação da cidadania e a emancipação da população, mediante o reconhecimento, a garantia e a divulgação dos seus direitos.

Além da área de saúde, o assistente social atua nas áreas de educação (escolas e creches), habitação, judiciário (varas de justiça da criança e da família, de execuções penais e promotorias públicas), sistema penitenciário, área de recursos humanos, esfera da assessoria gerencial, organizações não-governamentais (ONGs) e gestão e controle das políticas sociais por meio de Conselhos de Saúde, Assistência Social (municipal, estadual e federal) e Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos.

A maioria dos assistentes sociais é contratada pelo setor público estadual e municipal, mediante a realização de concursos ou processos seletivos.

Turismo
País de imenso potencial turístico, o Brasil oferece grandes oportunidades aos profissionais da área.

As primeiras viagens turísticas planejadas e organizadas, tal como as conhecemos hoje, surgiram com o inglês Tomas Cook. Considerado o “pai” do turismo moderno, este pregador batista começou a organizar, na década de 1840, viagens para levar seus fiéis de trem pelo interior da Inglaterra. Conseguiu grande sucesso com a sua “mensagem”, levando os fiéis, em plena Revolução Industrial, a um contato mais próximo com a natureza e à revalorização de sentimentos como a tolerância e o companheirismo.

Esta cruzada moralizadora acabou, ainda que involuntariamente, por estabelecer os princípios fundamentais das viagens organizadas, introduzindo conceitos como o de pacote turístico e o cooperativismo entre hotéis, agências de viagens, transportadores e restaurantes. Progressivamente, a atividade se profissionalizou e, hoje, o turismo se norteia pelo chamado “Princípio dos Cinco Cês”: cama, caminho, comida, compras e carinho.

Cabe ao bacharel em Turismo saber planejar, organizar, dirigir e controlar as funções administrativas relacionadas ao turismo, desenvolvendo habilidades técnicas e gerenciais que o levem a atuar em produtos, serviços e processos que satisfaçam as necessidades e os desejos dos turistas. E mais: deve fazer isso sempre de maneira responsável com o meio ambiente e com a sociedade.

Marcado pela profusão de formas alternativas, o turismo contemporâneo está cada vez mais associado ao ambientalismo – estimulando, inclusive, a revitalização de áreas decadentes ou estagnadas, como ocorre com o turismo rural – e ao ecoturismo. Há hoje, no Brasil, uma carência muito grande de profissionais aptos a desenvolver o potencial turístico de seu vasto e deslumbrante território, onde são praticados ainda o Turismo de Aventura, o Turismo da Pesca e o Turismo Rural.

   
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